segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Convite para peça: O homem que se transformou em cão e outras histórias
O Teatro Escola Macunaíma apresenta o Espetáculo
O Homem que se transformou em cão E outras histórias
Dias 24, 25 e 26 de novembro de 2007,às 19h e 21h
Teatro 6 - Rua Fortaleza, 68- Bela Vista, São Paulo/SP
(11) 3667 0807
Entrada: 12,00 (inteira) e 6,00 (estudantes e 3a Idade)
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 75 minutos
Diretor: Lineu Carlos Constantino
Música: Luís Groppo
Auor: Osvaldo Dragun
Dramaturgia e tradução: Lineu Carlos Constantino
Elenco:
Alie Motta
Ana Paula
Anderson Gasperini
Carolina Christ
Larissa Gonçalves
Luan Dukee
Luís Groppo
Luiz Carlos
Mariana Roquiassi
Nadja Leandro
Raíssa Gonçalves
Rudinei Borges
Simone Alessandra
Thaty Pinheiro
Comentário:
"De repente percebemos que não somos humanos, mas sim máquinas programadas para produzir. Quando passamos a ter problemas, simplesmente somos trocados e deixados de lado. Mas neste momento percebemos que não somos robôs e sim seres humanos. E por triste mérito nos damos conta de quão fracos somos perante a sociedade. Enquanto produzimos somos amados pela família, temos o reconhecimento de nosso chefe, mas assim que esa enfrenagem (conhecida como corpo), passa a não funcionar, notamos o desprezo dessas pessoas e com isso nos sentimos um "Nada" em meio a esta sociedade" (Thaty Pinheiro).
Sinopse:
A grande metrópole contemporânea revela, através de várias histórias, alguns de seus tipos comuns e incomuns: a doméstica, o administrador, o pedreiro, a suicida e o homem-cão. Narradas com alguma dose de humor e ritmo intenso, as histórias trazem uma saga de angústia e esperança, tristeza e desejo, sonho e pesadelo. Em cenário despojado, evocam tanto o absurdo das injustiças sociais quanto o inusitado da alienação humana. A música também não deixará de marcar presença neste espetáculo!
Estudantes são presos em desocupação de reitoria na Bahia
16/11/2007 - 10h07
Estudantes são presos em desocupação de reitoria na Bahia
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u346100.shtml
JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha
Quatro estudantes foram presos pela Polícia Federal na manhã de ontem durante desocupação da reitoria da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em Salvador.
Alunos afirmaram ter sido agredidos por policiais na ação. A PF negou. Disse que houve resistência, por parte dos estudantes, ao cumprimento da ordem judicial de desocupação.
No início da manhã, cerca de 30 policiais federais chegaram à reitoria após a Justiça Federal determinar a saída dos universitários. O prédio havia sido invadido no início de outubro.
"Eles chegaram acordando todo mundo, mandando todo mundo sair. Estávamos assustados, arrumando as coisas e começamos a ser presos. Eles levaram quatro pessoas detidas, bateram no resto, usaram spray de pimenta, enforcaram", disse Gabriel Oliveira, coordenador-geral do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFBA. Cerca de 40 estudantes estavam no prédio no momento da chegada da PF.
Oliveira, estudante de história, foi um dos quatro universitários presos na operação. Todos foram liberados ainda na tarde de ontem, após exame de corpo de delito.
Segundo a PF, por meio da assessoria de imprensa, apenas os quatro estudantes que resistiram a deixar o prédio foram algemados e não houve agressão. A PF informou ainda que toda a ação de desocupação foi filmada e que houve uso de spray de pimenta apenas fora do prédio, para fazer com que estudantes saíssem da frente de carros usados na operação.
Os estudantes que invadiram a reitoria são contra a adesão da universidade ao Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), do governo federal.
A invasão teve como motivo inicial uma "reivindicação emergencial [reparo de um vazamento de gás em uma cozinha da universidade], além de reiteração da pauta local de assistência estudantil", informou a universidade em seu site.
O reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, disse que está prevista para hoje uma vistoria na reitoria para o levantamento de possíveis estragos ocorridos durante a permanência dos estudantes no prédio.
UFPE e UFPR
Em Recife, estudantes desocuparam pacificamente anteontem a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O prédio tinha sido invadido havia 22 dias.
Os estudantes que haviam invadido, há 28 dias, o prédio da reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná), em Curitiba, também aceitaram deixar o local anteontem. A liberação do edifício, que concentra toda a parte administrativa da UFPR, foi negociada com o comando da instituição.
As duas invasões também protestavam contra a adesão das universidades ao Reuni.
Colaboraram FÁBIO GUIBU, da Agência Folha, em Recife, e DIMITRI DO VALLE, da Agência Folha, em Curitiba.
Estudantes são presos em desocupação de reitoria na Bahia
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u346100.shtml
JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha
Quatro estudantes foram presos pela Polícia Federal na manhã de ontem durante desocupação da reitoria da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em Salvador.
Alunos afirmaram ter sido agredidos por policiais na ação. A PF negou. Disse que houve resistência, por parte dos estudantes, ao cumprimento da ordem judicial de desocupação.
No início da manhã, cerca de 30 policiais federais chegaram à reitoria após a Justiça Federal determinar a saída dos universitários. O prédio havia sido invadido no início de outubro.
"Eles chegaram acordando todo mundo, mandando todo mundo sair. Estávamos assustados, arrumando as coisas e começamos a ser presos. Eles levaram quatro pessoas detidas, bateram no resto, usaram spray de pimenta, enforcaram", disse Gabriel Oliveira, coordenador-geral do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFBA. Cerca de 40 estudantes estavam no prédio no momento da chegada da PF.
Oliveira, estudante de história, foi um dos quatro universitários presos na operação. Todos foram liberados ainda na tarde de ontem, após exame de corpo de delito.
Segundo a PF, por meio da assessoria de imprensa, apenas os quatro estudantes que resistiram a deixar o prédio foram algemados e não houve agressão. A PF informou ainda que toda a ação de desocupação foi filmada e que houve uso de spray de pimenta apenas fora do prédio, para fazer com que estudantes saíssem da frente de carros usados na operação.
Os estudantes que invadiram a reitoria são contra a adesão da universidade ao Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), do governo federal.
A invasão teve como motivo inicial uma "reivindicação emergencial [reparo de um vazamento de gás em uma cozinha da universidade], além de reiteração da pauta local de assistência estudantil", informou a universidade em seu site.
O reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, disse que está prevista para hoje uma vistoria na reitoria para o levantamento de possíveis estragos ocorridos durante a permanência dos estudantes no prédio.
UFPE e UFPR
Em Recife, estudantes desocuparam pacificamente anteontem a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O prédio tinha sido invadido havia 22 dias.
Os estudantes que haviam invadido, há 28 dias, o prédio da reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná), em Curitiba, também aceitaram deixar o local anteontem. A liberação do edifício, que concentra toda a parte administrativa da UFPR, foi negociada com o comando da instituição.
As duas invasões também protestavam contra a adesão das universidades ao Reuni.
Colaboraram FÁBIO GUIBU, da Agência Folha, em Recife, e DIMITRI DO VALLE, da Agência Folha, em Curitiba.
Aluno terá de indenizar professor por invasão
18/11/2007 - 09h58
Aluno terá de indenizar professor por invasão
Publicidade
ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio
Dois anos após invadir a sala da direção da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um estudante terá que pagar R$ 3.000 por danos morais ao ex-diretor da unidade.
Pedro Martins Coelho, 26, participou da invasão à direção da ECO em junho de 2005. Cerca de cem estudantes ocuparam a sala e determinaram que nenhum funcionário entraria ali. Entre os que foram barrados estava o então diretor da escola, José Amaral Argolo.
O rapaz, à época membro do centro acadêmico da escola e do Diretório Central dos Estudantes, afirmou que não houve discussão entre os alunos e o ex-diretor.
"Eu fiquei responsável por comunicar a decisão [de não permitir a entrada de funcionários na sala]. Quando ele chegou, comuniquei a decisão. Não houve discussão ou qualquer ofensa", afirmou. Na petição inicial do processo, a advogada do ex-diretor, Andréia D'Almeida Barbosa, afirma que seu cliente foi ameaçado.
Irregularidades
Os estudantes invadiram a sala, diz Coelho, a fim de pressionar a reitoria da universidade a tomar providências contra o então diretor em razão de supostas irregularidades. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, em viagem a trabalho, não foi localizado pela assessoria de imprensa da universidade.
O ex-diretor processou Coelho no Juizado Especial Cível que julga causas com valor inferior a 40 salários mínimos e pediu indenização de R$ 12 mil.
Após perder na primeira instância, teve parte do recurso atendido pela 2ª Turma Recursal do juizado, que condenou Coelho a pagar-lhe R$ 3.000.
Na súmula, os juízes entenderam que Coelho constrangeu o ex-diretor, "violando-lhe a liberdade de locomoção praticando ato ilícito ofensivo da honra". O STF (Superior Tribunal Federal) negou o recurso interposto pelo advogado de Coelho em outubro.
Além da esfera cível, há ainda um processo criminal contra quatro estudantes, movido pelo professor em decorrência do mesmo caso.
"O que preocupa é que eu estava como representante do DCE. Essa sentença vai contra a representação do movimento estudantil", disse o estudante.
Ir e vir
A Folha deixou recado no celular de Argolo, que não ligou de volta. A advogada dele, Andréia D'almeida Barbosa, não foi localizada. Na petição inicial do processo, a advogada argumenta que Argolo fora ameaçado.
"Houve constrangimento ilegal e cerceamento de defesa de ir e vir" do ex-diretor, "que, de uma hora para outra, se viu injustamente impedido de circular em seu ambiente de trabalho", escreveu Barbosa.
Após perder a eleição para o cargo, Argolo se licenciou da escola e hoje faz parte dos quadros da Escola Superior de Guerra.
"Houve uma inversão de papéis. Como era um problema acadêmico, o caso deveria ser resolvido na esfera acadêmica. A saída para a esfera judicial deveria ser o último caso. Isso é anti-pedagógico", disse a atual diretora da ECO, Ivana Bentes.
Aluno terá de indenizar professor por invasão
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ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio
Dois anos após invadir a sala da direção da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um estudante terá que pagar R$ 3.000 por danos morais ao ex-diretor da unidade.
Pedro Martins Coelho, 26, participou da invasão à direção da ECO em junho de 2005. Cerca de cem estudantes ocuparam a sala e determinaram que nenhum funcionário entraria ali. Entre os que foram barrados estava o então diretor da escola, José Amaral Argolo.
O rapaz, à época membro do centro acadêmico da escola e do Diretório Central dos Estudantes, afirmou que não houve discussão entre os alunos e o ex-diretor.
"Eu fiquei responsável por comunicar a decisão [de não permitir a entrada de funcionários na sala]. Quando ele chegou, comuniquei a decisão. Não houve discussão ou qualquer ofensa", afirmou. Na petição inicial do processo, a advogada do ex-diretor, Andréia D'Almeida Barbosa, afirma que seu cliente foi ameaçado.
Irregularidades
Os estudantes invadiram a sala, diz Coelho, a fim de pressionar a reitoria da universidade a tomar providências contra o então diretor em razão de supostas irregularidades. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, em viagem a trabalho, não foi localizado pela assessoria de imprensa da universidade.
O ex-diretor processou Coelho no Juizado Especial Cível que julga causas com valor inferior a 40 salários mínimos e pediu indenização de R$ 12 mil.
Após perder na primeira instância, teve parte do recurso atendido pela 2ª Turma Recursal do juizado, que condenou Coelho a pagar-lhe R$ 3.000.
Na súmula, os juízes entenderam que Coelho constrangeu o ex-diretor, "violando-lhe a liberdade de locomoção praticando ato ilícito ofensivo da honra". O STF (Superior Tribunal Federal) negou o recurso interposto pelo advogado de Coelho em outubro.
Além da esfera cível, há ainda um processo criminal contra quatro estudantes, movido pelo professor em decorrência do mesmo caso.
"O que preocupa é que eu estava como representante do DCE. Essa sentença vai contra a representação do movimento estudantil", disse o estudante.
Ir e vir
A Folha deixou recado no celular de Argolo, que não ligou de volta. A advogada dele, Andréia D'almeida Barbosa, não foi localizada. Na petição inicial do processo, a advogada argumenta que Argolo fora ameaçado.
"Houve constrangimento ilegal e cerceamento de defesa de ir e vir" do ex-diretor, "que, de uma hora para outra, se viu injustamente impedido de circular em seu ambiente de trabalho", escreveu Barbosa.
Após perder a eleição para o cargo, Argolo se licenciou da escola e hoje faz parte dos quadros da Escola Superior de Guerra.
"Houve uma inversão de papéis. Como era um problema acadêmico, o caso deveria ser resolvido na esfera acadêmica. A saída para a esfera judicial deveria ser o último caso. Isso é anti-pedagógico", disse a atual diretora da ECO, Ivana Bentes.
sábado, 17 de novembro de 2007
O velho Trampolim Político, a farsa da UNE!
O comentário de meses atrás ainda é muito atual. A UNE (e o seu grupo envolvido) não está lutando, mas se aproveitando de toda a situação.
Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384684.shtml
O velho Tarmpolim Político, a farsa da UNE!
Martini 06/06/2007 16:46
Mais uma vez a UNE tenta se aproveitar da atmosfera de revolta e contestação para tentar se promover como "Grande articuladora" de um suposto "movimento estudantil"...o que existe é um grupo de Indivíduos indignados com a situação de abandono, sucateamento e VENDA da Universidade Pública! A UNE, usando de um gigantesco caradurismo (é este mesmo o termo), apoiada numa retórica vazia e sensacionalista, vêm se infiltrando para promover seu "Pettinha", e seu "engajamento" falsário e 171. FORA A UNE! Cada um, enquanto indivíduo, é capaz de olhar à sua volta e perceber o que acontece com a Universidade brasileira, sem o menor intermédio destes burocratazinhos promovendo seus cargos e funções! Cada um representa a si próprio! (Qualquer um é capaz de perceber a FARSA promovida pela UNE nas últimas semanas) UNIVERSIDADE NÃO É PIADA! É PÚBLICA NÃO É PRIVADA!!!
Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384684.shtml
O velho Tarmpolim Político, a farsa da UNE!
Martini 06/06/2007 16:46
Mais uma vez a UNE tenta se aproveitar da atmosfera de revolta e contestação para tentar se promover como "Grande articuladora" de um suposto "movimento estudantil"...o que existe é um grupo de Indivíduos indignados com a situação de abandono, sucateamento e VENDA da Universidade Pública! A UNE, usando de um gigantesco caradurismo (é este mesmo o termo), apoiada numa retórica vazia e sensacionalista, vêm se infiltrando para promover seu "Pettinha", e seu "engajamento" falsário e 171. FORA A UNE! Cada um, enquanto indivíduo, é capaz de olhar à sua volta e perceber o que acontece com a Universidade brasileira, sem o menor intermédio destes burocratazinhos promovendo seus cargos e funções! Cada um representa a si próprio! (Qualquer um é capaz de perceber a FARSA promovida pela UNE nas últimas semanas) UNIVERSIDADE NÃO É PIADA! É PÚBLICA NÃO É PRIVADA!!!
Desmascarando a UNE/UEP
Comentário: Até a Presidente da UNE veio puxar o saco do Reitor da UFPE. Ela só apareceu num momento em que as coisas estavam caminhando para o final da ocupação. Não contribuiu com nada! É a mesma UNE que ocupou a Reitoria da UFPE meses atrás por puro oportunismo. A UNE saiu na foto com o Ministro da Educação tempos atrás, mostrando de forma equivocada uma "conquista" não pertencente à entidade, mas a luta de estudantes universitários, movimento das casas de estudantes em conjunto com várias instituições.
Em Pernambuco, a UNE quer pagar de "radical". Quem esses picaretas enganam?Por PUNE 06/06/2007 às 12:01
Estudantes ocupam reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384684.shtml
Desde o final da manhã de ontem (05/06) a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), ligado à UNE, realiza um ato político na UFPE, em "solidariedade" às diversas manifestações que estão acontecendo em todo o país. Os primeiros estudantes a ocupar a reitoria já montaram um acampamento por lá e prometem só sair quando a reitoria abrir negociação sobre os 14% de verba de assistência estudantil. Como o reitor Amaro Lins não está, os estudantes deverão ser recebidos pelo vice-reitor Gilson. O objetivo é chamar a atenção dos reitores e do Governo para as suas responsabilidades com mais verbas. Além da UFPE, o ato vai reunir universitários da UPE, UFRPE e UNIVASF. Eles reivindicam, entre outros pontos, que 14% das verbas do Governo sejam destinadas à assistência estudantil. Os estudantes da UFPE criticam a paralisação das obras do restaurante universitário. Esta foi uma das promessas de campanha e de gestão do atual reitor. Eles também estão reivindicando o funcionamento da creche Paulo Rosas. A ocupação da reitoria da UFPE antecede a mobilização da União Nacional dos Estudantes (UNE), programada para a quarta-feira, em todo o Brasil. A promessa é fazer vigília e só abandonar o prédio hoje ao meio dia. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou nota informando que ocupação da Reitoria, na terça-feira (5), por estudantes aconteceu de forma pacífica. Confira na íntegra o comunicado da UFPE: "Em relação às reivindicações feitas pelos estudantes universitários que, seguindo manifestações de âmbito nacional, ocuparam, de forma pacífica, a Reitoria da UFPE, a administração central da Universidade, por meio da Assessoria de Comunicação Social, esclarece que: 1) apóia a criação, por parte do governo federal, de verba correspondente a 14% do orçamento da instituição para a assistência estudantil, uma vez que esta tem sido uma das causas abraçadas pela atual administração da UFPE; 2) as obras do Restaurante Universitário não estão paralisadas e devem ser concluídas até o final de outubro. A Reitoria dá início, dentro de 15 dias, ao processo de licitação para a compra dos equipamentos para que o RU esteja funcionando no primeiro semestre de 2008. Uma comissão, que conta com a participação dos estudantes, está definindo seu modelo de funcionamento; 3) a Creche Paulo Rosas, fruto de uma parceria entre a UFPE e a Prefeitura da Cidade do Recife, está pronta e esperando o mobiliário para ser inaugurada; 4) são gastos R$ 4 milhões por ano (mais de 10% do orçamento de manutenção da Universidade) com bolsas, beneficiando 1.229 alunos, inclusive moradores das casas do estudantes masculina e feminina. Neste mês, as bolsas, que variam de valor, foram reajustadas em 6%, retroativos a maio. São não tiveram aumento as bolsas vinculadas a órgãos como CNPq e Capes."
Em Pernambuco, a UNE quer pagar de "radical". Quem esses picaretas enganam?Por PUNE 06/06/2007 às 12:01
Estudantes ocupam reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384684.shtml
Desde o final da manhã de ontem (05/06) a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), ligado à UNE, realiza um ato político na UFPE, em "solidariedade" às diversas manifestações que estão acontecendo em todo o país. Os primeiros estudantes a ocupar a reitoria já montaram um acampamento por lá e prometem só sair quando a reitoria abrir negociação sobre os 14% de verba de assistência estudantil. Como o reitor Amaro Lins não está, os estudantes deverão ser recebidos pelo vice-reitor Gilson. O objetivo é chamar a atenção dos reitores e do Governo para as suas responsabilidades com mais verbas. Além da UFPE, o ato vai reunir universitários da UPE, UFRPE e UNIVASF. Eles reivindicam, entre outros pontos, que 14% das verbas do Governo sejam destinadas à assistência estudantil. Os estudantes da UFPE criticam a paralisação das obras do restaurante universitário. Esta foi uma das promessas de campanha e de gestão do atual reitor. Eles também estão reivindicando o funcionamento da creche Paulo Rosas. A ocupação da reitoria da UFPE antecede a mobilização da União Nacional dos Estudantes (UNE), programada para a quarta-feira, em todo o Brasil. A promessa é fazer vigília e só abandonar o prédio hoje ao meio dia. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou nota informando que ocupação da Reitoria, na terça-feira (5), por estudantes aconteceu de forma pacífica. Confira na íntegra o comunicado da UFPE: "Em relação às reivindicações feitas pelos estudantes universitários que, seguindo manifestações de âmbito nacional, ocuparam, de forma pacífica, a Reitoria da UFPE, a administração central da Universidade, por meio da Assessoria de Comunicação Social, esclarece que: 1) apóia a criação, por parte do governo federal, de verba correspondente a 14% do orçamento da instituição para a assistência estudantil, uma vez que esta tem sido uma das causas abraçadas pela atual administração da UFPE; 2) as obras do Restaurante Universitário não estão paralisadas e devem ser concluídas até o final de outubro. A Reitoria dá início, dentro de 15 dias, ao processo de licitação para a compra dos equipamentos para que o RU esteja funcionando no primeiro semestre de 2008. Uma comissão, que conta com a participação dos estudantes, está definindo seu modelo de funcionamento; 3) a Creche Paulo Rosas, fruto de uma parceria entre a UFPE e a Prefeitura da Cidade do Recife, está pronta e esperando o mobiliário para ser inaugurada; 4) são gastos R$ 4 milhões por ano (mais de 10% do orçamento de manutenção da Universidade) com bolsas, beneficiando 1.229 alunos, inclusive moradores das casas do estudantes masculina e feminina. Neste mês, as bolsas, que variam de valor, foram reajustadas em 6%, retroativos a maio. São não tiveram aumento as bolsas vinculadas a órgãos como CNPq e Capes."
Formação de Professores - PROFESSOR LAURO MORHY
Formação de Professores - PROFESSOR LAURO MORHY
Resumo da participação do Prof. Lauro Morhy (*), representante da SBPC, no Seminário sobre a Formação Inicial e Continuada de Professores, realizado pela Comissão Bicameral do Conselho Nacional de Educação em 19-10-2007, no Auditório Anísio Teixeira-CNE, Brasília, Distrito Federal.
1.) Cumprimento a todos os membros desta mesa, a todos os presentes, especialmente aos membros do CNE, e agradeço, em nome da SBPC, o convite para participar deste seminário, cuja finalidade é obter contribuições da comunidade educacional e da sociedade organizada, para o aperfeiçoamento e mesmo formulação de novas bases de uma política de formação inicial e continuada de professores, compatível com os novos tempos.
2.) Nos últimos tempos tornou-se freqüente dizer que estamos vivendo um processo histórico de globalização acelerada, do qual não se pode fugir; que é preciso mudar tudo e viver em sintonia com o novo quadro mundial; que é preciso superar o atraso e sermos inovadores e competitivos.
Não será demais acrescentar que estamos vivendo mais uma revolução do conhecimento, para uns a terceira, para outros a quarta. Temos agora a Internet e a WEB, com todos os novos recursos tecnológicos que as acompanham, e que são sub-utilizados ou mal utilizados. Na verdade, recursos da revolução passada ainda não foram devidamente utilizados.
Todo esse processo histórico, complexo, atropelador e irrefreável, tornou-se um desafio grandioso e que requer cuidados especiais. É verdade que precisaremos também inovar nas estratégias de trabalho. Entretanto, não devemos desconsiderar as já existentes e bem conhecidas, muitas das quais não chegaram a ser usadas, devidamente usadas, ou experimentadas. Nestes casos já seria inovação usá-las bem, adequá-las e aprimorá-las.
3.) Acho que, sobretudo nos últimos setenta anos, o nosso sistema educacional foi muito estudado e criticado. Não faltaram diagnósticos. E temos hoje bons diagnósticos, bons especialistas, embora haja divergências entre eles. Mas isso é bom, já que “a unanimidade é burra”.
As diretrizes adotadas em momentos críticos da nossa história educacional nem sempre foram as melhores, como hoje sabemos. Algumas até já nasceram um tanto obsoletas, após longos e tensos debates, que até exauriram os debatedores, partindo-se mesmo no final, para soluções açodadas ou que foram consideradas mal engendradas, como aconteceu, a nosso ver, com a última LDB.
4.) Já foram estabelecidos princípios norteadores pelo CNE para a formação de professores como :
I - a competência como concepção nuclear na orientação do curso;
II - a coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor, tendo em vista:
a) a simetria invertida, na qual o preparo do professor, por ocorrer em lugar similar àquele em que vai atuar, demanda consistência entre o que faz na formação e o que dele se espera;
b) a aprendizagem como processo de construção de conhecimentos, habilidades e valores em interação com a realidade e com os demais indivíduos, no qual são colocadas em uso capacidades pessoais;
c) os conteúdos, como meio e suporte para a constituição das competências;
d) a avaliação como parte integrante do processo de formação, que possibilita o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso eventualmente necessárias.
III - a pesquisa, com foco no processo de ensino e de aprendizagem, uma vez que ensinar requer, tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, como compreender o processo de construção do conhecimento.
Seriam esses princípios suficientes para reformar o sistema formador de professores da educação básica ?
5.) Uma nova realidade se impõe. É hora de rever estratégias e princípios, mesmo os bem reconhecidos e aceitos. Evitem-se camisas-de-força e normas congeladas ou imutáves. Preservem-se os valores essenciais, mas tendo em mente que a nova dinâmica da história exige adequações e mudanças rápidas. E como proceder mudança tão grandiosa e complexa, de modo a atender à nova realidade ?
A sabedoria humana ensina que o reducionismo vale a pena, quando não se abandona a preocupação com o todo ou a sua plenitude. Foi assim que ciências complexas, como por exemplo a bioquímica, avançaram e continuam avançando. Então experiências de mudanças educacionais podem ser realizadas em âmbitos menores, nos Estados e Municípios, com bom planejamento nacional e controle de avaliação, mas de tal modo que possam logo ser multiplicadas. Teríamos então verdadeiros “clusters” formadores de professores e de inovação educacional em âmbitos municipais, estaduais e mesmo regionais, integrados por centros renovadores (Universidades e outras instituições educacionais), que realizariam a modernização do sistema educacional brasileiro continuamente. Tudo dentro de princípios gerais que permitam experiências locais e regionais inovadoras, devidamente planejadas e acompanhadas.
6.) Busque-se para isso um arranjo inter-institucional em nível de Estados e Municípios, com instituições públicas e privadas, que permita a formação de professores com perfil profissional compatível e sintonizado com a atualidade, e de modo a atender às realidades regionais e locais. Diretrizes e parâmetros curriculares devem assegurar a formação básica, mas também permitir as adequações que forem necessárias. Todo o trabalho planejado, acompanhado e avaliado, poderia ser também chancelado por um bom sistema, confiável, de reconhecimento e credenciamento de instituições.
7.) Visando uma política de formação inicial e continuada de professores, os seguintes aspectos, entre outros que serão lembrados, poderiam ser focalizados e enfatizados, já na fase que agora se inicia:
I – Integração teoria e prática sempre;
II –A prática investigativa; elaboração de projetos; estudos avaliativos e comparativos.
III-Educação democrática- tolerância, respeito à diversidade de idéias e pessoas, participação, solidariedade.
IV-Trabalho em equipe e interatividade.
V-Atividades culturais. Visões nacional, regional, internacional/ mundial atualizadas.
VI-Familiarização com tecnologias da informação e da comunicação. Educação e distância. Autoaprendizado.
VII-Principios de higiene, saúde e cuidados ambientais. Sustentabilidade.
VIII-A carreira do professor. Valorização. Salário, assistência à saúde, etc.
IX-Continuidade nos projetos. Princípio, meio e fim ! (Projetos não devem simplesmente abandonados !)
A formação continuada do professor é de extrema importância! Na verdade ela é importante para todas as carreiras! É necessário que a formação continuada faça parte do plano de carreira do professor, e que tenha o apoio necessário.
Observo que muitos passam pela universidade, mas a universidade não passa por eles ! Os que verdadeiramente ficam imbuídos do verdadeiro espírito universitário, logo percebem que uma vez que se entra, nunca mais se sai da universidade !... A formatura é apenas o fim de uma etapa. É necessário que o “concluinte” estude e se atualize sempre!
(*)Prof.Dr.Lauro Morhy. Professor Emérito, Ex-Reitor, Ex-Decano de Pesquisa e Pós-Gradiação; Ex-Dirigente do Vestibular da Universidade de Brasília. Ex-Vice-Presidente do CNPq. DSc. em Biologia Molecular/ Química de Proteínas. Pesquisador científico em Química de Proteínas, Políticas Públicas de Educação Superior, C&T. Representante da SBPC.
Resumo da participação do Prof. Lauro Morhy (*), representante da SBPC, no Seminário sobre a Formação Inicial e Continuada de Professores, realizado pela Comissão Bicameral do Conselho Nacional de Educação em 19-10-2007, no Auditório Anísio Teixeira-CNE, Brasília, Distrito Federal.
1.) Cumprimento a todos os membros desta mesa, a todos os presentes, especialmente aos membros do CNE, e agradeço, em nome da SBPC, o convite para participar deste seminário, cuja finalidade é obter contribuições da comunidade educacional e da sociedade organizada, para o aperfeiçoamento e mesmo formulação de novas bases de uma política de formação inicial e continuada de professores, compatível com os novos tempos.
2.) Nos últimos tempos tornou-se freqüente dizer que estamos vivendo um processo histórico de globalização acelerada, do qual não se pode fugir; que é preciso mudar tudo e viver em sintonia com o novo quadro mundial; que é preciso superar o atraso e sermos inovadores e competitivos.
Não será demais acrescentar que estamos vivendo mais uma revolução do conhecimento, para uns a terceira, para outros a quarta. Temos agora a Internet e a WEB, com todos os novos recursos tecnológicos que as acompanham, e que são sub-utilizados ou mal utilizados. Na verdade, recursos da revolução passada ainda não foram devidamente utilizados.
Todo esse processo histórico, complexo, atropelador e irrefreável, tornou-se um desafio grandioso e que requer cuidados especiais. É verdade que precisaremos também inovar nas estratégias de trabalho. Entretanto, não devemos desconsiderar as já existentes e bem conhecidas, muitas das quais não chegaram a ser usadas, devidamente usadas, ou experimentadas. Nestes casos já seria inovação usá-las bem, adequá-las e aprimorá-las.
3.) Acho que, sobretudo nos últimos setenta anos, o nosso sistema educacional foi muito estudado e criticado. Não faltaram diagnósticos. E temos hoje bons diagnósticos, bons especialistas, embora haja divergências entre eles. Mas isso é bom, já que “a unanimidade é burra”.
As diretrizes adotadas em momentos críticos da nossa história educacional nem sempre foram as melhores, como hoje sabemos. Algumas até já nasceram um tanto obsoletas, após longos e tensos debates, que até exauriram os debatedores, partindo-se mesmo no final, para soluções açodadas ou que foram consideradas mal engendradas, como aconteceu, a nosso ver, com a última LDB.
4.) Já foram estabelecidos princípios norteadores pelo CNE para a formação de professores como :
I - a competência como concepção nuclear na orientação do curso;
II - a coerência entre a formação oferecida e a prática esperada do futuro professor, tendo em vista:
a) a simetria invertida, na qual o preparo do professor, por ocorrer em lugar similar àquele em que vai atuar, demanda consistência entre o que faz na formação e o que dele se espera;
b) a aprendizagem como processo de construção de conhecimentos, habilidades e valores em interação com a realidade e com os demais indivíduos, no qual são colocadas em uso capacidades pessoais;
c) os conteúdos, como meio e suporte para a constituição das competências;
d) a avaliação como parte integrante do processo de formação, que possibilita o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso eventualmente necessárias.
III - a pesquisa, com foco no processo de ensino e de aprendizagem, uma vez que ensinar requer, tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, como compreender o processo de construção do conhecimento.
Seriam esses princípios suficientes para reformar o sistema formador de professores da educação básica ?
5.) Uma nova realidade se impõe. É hora de rever estratégias e princípios, mesmo os bem reconhecidos e aceitos. Evitem-se camisas-de-força e normas congeladas ou imutáves. Preservem-se os valores essenciais, mas tendo em mente que a nova dinâmica da história exige adequações e mudanças rápidas. E como proceder mudança tão grandiosa e complexa, de modo a atender à nova realidade ?
A sabedoria humana ensina que o reducionismo vale a pena, quando não se abandona a preocupação com o todo ou a sua plenitude. Foi assim que ciências complexas, como por exemplo a bioquímica, avançaram e continuam avançando. Então experiências de mudanças educacionais podem ser realizadas em âmbitos menores, nos Estados e Municípios, com bom planejamento nacional e controle de avaliação, mas de tal modo que possam logo ser multiplicadas. Teríamos então verdadeiros “clusters” formadores de professores e de inovação educacional em âmbitos municipais, estaduais e mesmo regionais, integrados por centros renovadores (Universidades e outras instituições educacionais), que realizariam a modernização do sistema educacional brasileiro continuamente. Tudo dentro de princípios gerais que permitam experiências locais e regionais inovadoras, devidamente planejadas e acompanhadas.
6.) Busque-se para isso um arranjo inter-institucional em nível de Estados e Municípios, com instituições públicas e privadas, que permita a formação de professores com perfil profissional compatível e sintonizado com a atualidade, e de modo a atender às realidades regionais e locais. Diretrizes e parâmetros curriculares devem assegurar a formação básica, mas também permitir as adequações que forem necessárias. Todo o trabalho planejado, acompanhado e avaliado, poderia ser também chancelado por um bom sistema, confiável, de reconhecimento e credenciamento de instituições.
7.) Visando uma política de formação inicial e continuada de professores, os seguintes aspectos, entre outros que serão lembrados, poderiam ser focalizados e enfatizados, já na fase que agora se inicia:
I – Integração teoria e prática sempre;
II –A prática investigativa; elaboração de projetos; estudos avaliativos e comparativos.
III-Educação democrática- tolerância, respeito à diversidade de idéias e pessoas, participação, solidariedade.
IV-Trabalho em equipe e interatividade.
V-Atividades culturais. Visões nacional, regional, internacional/ mundial atualizadas.
VI-Familiarização com tecnologias da informação e da comunicação. Educação e distância. Autoaprendizado.
VII-Principios de higiene, saúde e cuidados ambientais. Sustentabilidade.
VIII-A carreira do professor. Valorização. Salário, assistência à saúde, etc.
IX-Continuidade nos projetos. Princípio, meio e fim ! (Projetos não devem simplesmente abandonados !)
A formação continuada do professor é de extrema importância! Na verdade ela é importante para todas as carreiras! É necessário que a formação continuada faça parte do plano de carreira do professor, e que tenha o apoio necessário.
Observo que muitos passam pela universidade, mas a universidade não passa por eles ! Os que verdadeiramente ficam imbuídos do verdadeiro espírito universitário, logo percebem que uma vez que se entra, nunca mais se sai da universidade !... A formatura é apenas o fim de uma etapa. É necessário que o “concluinte” estude e se atualize sempre!
(*)Prof.Dr.Lauro Morhy. Professor Emérito, Ex-Reitor, Ex-Decano de Pesquisa e Pós-Gradiação; Ex-Dirigente do Vestibular da Universidade de Brasília. Ex-Vice-Presidente do CNPq. DSc. em Biologia Molecular/ Química de Proteínas. Pesquisador científico em Química de Proteínas, Políticas Públicas de Educação Superior, C&T. Representante da SBPC.
Ciência para a PAZ - Prof. Lauro Morhy
Ciência para a PAZ - PROFESSOR LAURO MORHY
Resumo do pronunciamento do Prof.Lauro Morhy (*), Membro-Representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Audiência Pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal, comemorando o Dia Mundial da Ciência para a Paz e pelo Desenvolvimento. Em 7 de novembro de 2007.
1) Na pessoa do Excelentíssimo Senhor Senador Wellington Salgado cumprimento os componentes desta mesa, e saúdo em nome da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a todos os Excelentíssimos Senadores, aos Parlamentares em geral, às autoridades presentes ou representadas, à sociedade brasileira, a todos que trabalhem e promovem a PAZ, a todos os pesquisadores científicos, educadores, inventores científicos do Brasil e do Mundo.
Presto homenagem especial, e com muita esperança, estudantes aqui presentes, que foram distinguidos com o prêmio Ciência pela Paz.
2) Na alvorada do século XXI, a “Conferência Mundial sobre Ciência no Século 21: Um Novo compromisso”, promovida pela ONU-UNESCO, aprovou a Declaração sobre Ciência e o Uso do Conhecimento Científico. Estabeleceu-se que o dia 10 de novembro de cada ano seria o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento. Por isso estamos aqui reunidos, convidando a todos para refletir sobre o que fazem e o que podem fazer a Ciência, a Tecnologia e a Inovação, pela PAZ. Para refletir um pouco sobre o que fazemos e o que podemos fazer, cada um de nós, pela PAZ; o que fazem os cientistas, os tecnólogos, os inventores, os inovadores, os homens públicos, os que encomendam pesquisas e produtos, e também os que utilizam e propagam esses produtos.
3) Acho que é oportuno reafirmar nesta oportunidade, que os cientistas brasileiros reconhecem o seu dever de fazer uso do conhecimento científico de maneira responsável, e de desenvolver novos conhecimentos para o bem e para a paz.
4) É também oportuno lembrar que os avanços científicos em todo mundo trouxeram grandes benefícios para a humanidade. A expectativa de vida aumentou. Tornou-se possível o controle, a prevenção e a cura de muitas doenças. A produção de alimentos cresceu, permitindo diminuir e saciar a fome de muita gente, especialmente em regiões extremamente pobres.
O desenvolvimento científico e tecnológico tem permitido o uso de novas fontes de energia e livrado as pessoas de trabalhos pesados e difíceis.
Muitos outros benefícios foram alcançados nos transportes, nas edificações, na educação, no lazer, na preservação ambiental e em outros setores da vida.
Os cientistas e tecnólogos brasileiros contribuíram direta ou indiretamente para muitos desses progressos referidos, e para muitos outros pequenos e úteis inventos.
5) Mas, neste dia especial, é importante que todos renovem a sua vontade de fazer Ciência para a Paz, pois sabemos que o conhecimento científico também tem o seu lado sombrio e terrivelmente destruidor. É importante que se firme a mentalidade do bem e da paz. É importante a nossa contribuição no debate sobre bioética, na busca da paz.
6) Cientistas em seu trabalho árduo, alimentados pela energia insubstituível do idealismo, desvendaram e desvendam no dia-a-dia os segredos, os mistérios, as maravilhas que a natureza guarda. Fazem grandes e pequenas descobertas e assim contribuem para a construção do saber humano.
É assim que se constrói a paz. Às vezes com grandes e marcantes acontecimentos e formalidades. Mas, muitas vezes com pequenas ações, com pequenos gestos. Gestos simples e sinceros, com raízes na alma. Afinal, a simplicidade e a paz, encontram-se no mais elevado degrau da sabedoria.
7) No Brasil, temos também contribuído para a paz através da educação para a ciência, de museus e exposições científicas, de divulgação científica através de meios de comunicação, de livros e revistas, de seminários e congressos, e de programas como os de Iniciação Científica, Cientista de Amanhã, Jovem Cientista, premiações como Ciência pela Paz e tantos outros.
A SBPC anualmente realiza a sua Reunião Anual, cada vez em uma cidade, oportunidade em que divulga amplamente a ciência, dando especial atenção aos jovens, aos Cientistas de Amanhã. Ali eles vivem ciência e são estimulados a fazer a ciência do bem e da paz.
8) Estamos vivendo um momento histórico, em que cientistas políticos e sociais, e humanistas em geral, têm muito mais o que fazer pela paz, e já se empenham nesse sentido. Eles sabem que, além das análises históricas dos acontecimentos, além das suas previsões, está a necessidade do fortalecimento da democracia no dia-a-dia. É quando se vê que praticar e ensinar a respeitar as diferenças, a ser tolerante, são degraus indispensáveis para se alcançar o entendimento e a paz.
Para mim foi uma grande honra participar deste momento de reflexão pela paz, representando a SBPC. Agradeço a oportunidade que me foi concedida.
Terminando esta minha breve, mas muito sincera participação, permitam-me ainda lembrar que o equipamento material mais poderoso para a paz já foi inventado pelo homem há séculos. E é muito simples, e barato. Está ao alcance de todos. Todos o temos em nossas casas e locais de trabalho e diversão. É a MESA.
A MESA DE CONVERSAÇÃO, ainda sub-utilizada !
A MESA é simples, mas tão poderosa quanto qualquer instrumento de comunicação de som e imagem instantâneas. E agora pode ser virtual !
Mas nenhum desses instrumentos ou meios prescindem de
MENTES HUMANAS DE PAZ,
MENTES CIENTÍFICAS E NÃO-CIENTÍFICAS.
LÍDERES VERDADEIRAMENTE COMPROMETIDOS COM A PAZ
PRECISAMOS PRATICAR A PAZ E TRABALHAR TODOS OS DIAS PELA PAZ !
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Observações:
1.)Ártico publicado em JC-EMail de 14/nov/2007.
2.) Em sua participação final, o Prof. Lauro Morhy
1)Propôs esforços para se diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz.
2)Que se cuide mais com a educação para a democracia: respeito à diversidade e capacidade de tolerância.
3)Pediu o apoio de todos, especialmente das autoridades, para a construção do Museu da Ciência projetado pela Universidade de Brasília, causa abraçada pela SBPC e pela comunidade científica em geral.
4)Desejou pronto restabelecimento ao Senador Flávio Arn, que, por razões de saúde, não pôde presidir a Audiência Pública alusiva ao Dia Mundial da Ciência para a Paz.
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(*) Prof. Dr. Lauro Morhy- Doutor em Biologia Molecular/ Química de Proteínas. Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB). Foi Reitor e Decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB e Vice-Presidente do CNPq. Pesquisador científico. É Membro e Representante da SBPC.
Resumo do pronunciamento do Prof.Lauro Morhy (*), Membro-Representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Audiência Pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal, comemorando o Dia Mundial da Ciência para a Paz e pelo Desenvolvimento. Em 7 de novembro de 2007.
1) Na pessoa do Excelentíssimo Senhor Senador Wellington Salgado cumprimento os componentes desta mesa, e saúdo em nome da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a todos os Excelentíssimos Senadores, aos Parlamentares em geral, às autoridades presentes ou representadas, à sociedade brasileira, a todos que trabalhem e promovem a PAZ, a todos os pesquisadores científicos, educadores, inventores científicos do Brasil e do Mundo.
Presto homenagem especial, e com muita esperança, estudantes aqui presentes, que foram distinguidos com o prêmio Ciência pela Paz.
2) Na alvorada do século XXI, a “Conferência Mundial sobre Ciência no Século 21: Um Novo compromisso”, promovida pela ONU-UNESCO, aprovou a Declaração sobre Ciência e o Uso do Conhecimento Científico. Estabeleceu-se que o dia 10 de novembro de cada ano seria o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento. Por isso estamos aqui reunidos, convidando a todos para refletir sobre o que fazem e o que podem fazer a Ciência, a Tecnologia e a Inovação, pela PAZ. Para refletir um pouco sobre o que fazemos e o que podemos fazer, cada um de nós, pela PAZ; o que fazem os cientistas, os tecnólogos, os inventores, os inovadores, os homens públicos, os que encomendam pesquisas e produtos, e também os que utilizam e propagam esses produtos.
3) Acho que é oportuno reafirmar nesta oportunidade, que os cientistas brasileiros reconhecem o seu dever de fazer uso do conhecimento científico de maneira responsável, e de desenvolver novos conhecimentos para o bem e para a paz.
4) É também oportuno lembrar que os avanços científicos em todo mundo trouxeram grandes benefícios para a humanidade. A expectativa de vida aumentou. Tornou-se possível o controle, a prevenção e a cura de muitas doenças. A produção de alimentos cresceu, permitindo diminuir e saciar a fome de muita gente, especialmente em regiões extremamente pobres.
O desenvolvimento científico e tecnológico tem permitido o uso de novas fontes de energia e livrado as pessoas de trabalhos pesados e difíceis.
Muitos outros benefícios foram alcançados nos transportes, nas edificações, na educação, no lazer, na preservação ambiental e em outros setores da vida.
Os cientistas e tecnólogos brasileiros contribuíram direta ou indiretamente para muitos desses progressos referidos, e para muitos outros pequenos e úteis inventos.
5) Mas, neste dia especial, é importante que todos renovem a sua vontade de fazer Ciência para a Paz, pois sabemos que o conhecimento científico também tem o seu lado sombrio e terrivelmente destruidor. É importante que se firme a mentalidade do bem e da paz. É importante a nossa contribuição no debate sobre bioética, na busca da paz.
6) Cientistas em seu trabalho árduo, alimentados pela energia insubstituível do idealismo, desvendaram e desvendam no dia-a-dia os segredos, os mistérios, as maravilhas que a natureza guarda. Fazem grandes e pequenas descobertas e assim contribuem para a construção do saber humano.
É assim que se constrói a paz. Às vezes com grandes e marcantes acontecimentos e formalidades. Mas, muitas vezes com pequenas ações, com pequenos gestos. Gestos simples e sinceros, com raízes na alma. Afinal, a simplicidade e a paz, encontram-se no mais elevado degrau da sabedoria.
7) No Brasil, temos também contribuído para a paz através da educação para a ciência, de museus e exposições científicas, de divulgação científica através de meios de comunicação, de livros e revistas, de seminários e congressos, e de programas como os de Iniciação Científica, Cientista de Amanhã, Jovem Cientista, premiações como Ciência pela Paz e tantos outros.
A SBPC anualmente realiza a sua Reunião Anual, cada vez em uma cidade, oportunidade em que divulga amplamente a ciência, dando especial atenção aos jovens, aos Cientistas de Amanhã. Ali eles vivem ciência e são estimulados a fazer a ciência do bem e da paz.
8) Estamos vivendo um momento histórico, em que cientistas políticos e sociais, e humanistas em geral, têm muito mais o que fazer pela paz, e já se empenham nesse sentido. Eles sabem que, além das análises históricas dos acontecimentos, além das suas previsões, está a necessidade do fortalecimento da democracia no dia-a-dia. É quando se vê que praticar e ensinar a respeitar as diferenças, a ser tolerante, são degraus indispensáveis para se alcançar o entendimento e a paz.
Para mim foi uma grande honra participar deste momento de reflexão pela paz, representando a SBPC. Agradeço a oportunidade que me foi concedida.
Terminando esta minha breve, mas muito sincera participação, permitam-me ainda lembrar que o equipamento material mais poderoso para a paz já foi inventado pelo homem há séculos. E é muito simples, e barato. Está ao alcance de todos. Todos o temos em nossas casas e locais de trabalho e diversão. É a MESA.
A MESA DE CONVERSAÇÃO, ainda sub-utilizada !
A MESA é simples, mas tão poderosa quanto qualquer instrumento de comunicação de som e imagem instantâneas. E agora pode ser virtual !
Mas nenhum desses instrumentos ou meios prescindem de
MENTES HUMANAS DE PAZ,
MENTES CIENTÍFICAS E NÃO-CIENTÍFICAS.
LÍDERES VERDADEIRAMENTE COMPROMETIDOS COM A PAZ
PRECISAMOS PRATICAR A PAZ E TRABALHAR TODOS OS DIAS PELA PAZ !
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Observações:
1.)Ártico publicado em JC-EMail de 14/nov/2007.
2.) Em sua participação final, o Prof. Lauro Morhy
1)Propôs esforços para se diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz.
2)Que se cuide mais com a educação para a democracia: respeito à diversidade e capacidade de tolerância.
3)Pediu o apoio de todos, especialmente das autoridades, para a construção do Museu da Ciência projetado pela Universidade de Brasília, causa abraçada pela SBPC e pela comunidade científica em geral.
4)Desejou pronto restabelecimento ao Senador Flávio Arn, que, por razões de saúde, não pôde presidir a Audiência Pública alusiva ao Dia Mundial da Ciência para a Paz.
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(*) Prof. Dr. Lauro Morhy- Doutor em Biologia Molecular/ Química de Proteínas. Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB). Foi Reitor e Decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB e Vice-Presidente do CNPq. Pesquisador científico. É Membro e Representante da SBPC.
POSSE DO REITOR DA UFPE
POSSE DO REITOR DA UFPE
Aguardamos a posse do Reitor da UFPE em evento acadêmico. É bom salientar que o Professor Amaro Lins foi eleito pela maioria esmagadora dos votos dos tres segmentos da Universidade.
Aguardamos a posse do Reitor da UFPE em evento acadêmico. É bom salientar que o Professor Amaro Lins foi eleito pela maioria esmagadora dos votos dos tres segmentos da Universidade.
Vitoria no DCE da UFPR!!!!O movimento estudantil contrário à UNE ganhou mais um DCE.
O movimento estudantil contrário à UNE ganhou mais um DCE. A UNE chapa-branca cada vez mais é colocada pra escanteio. É importante ressaltar que esse movimento está ganhando o DCE de importantes universidades. Parabéns pela luta de vocês (comentário de Otávio Luiz Machado)
Mais uma vitoria! dias 13 e 14 aconteceram as eleições no DCE da UFPR e ganhamos da chapa da situação/governo/ PT/UNE.mais um DCE que volta para as lutas!os resultados foram:
"Agora Só Falta Você": 2733 (PT, duas correntes: um racha da articulação e outro do Trabalho)
"Sonhos Não Envelhecem": 3036 (toda a vanguarda da luta cointra o REUNI e da ocupaçaõ da Reitoria. PSTU, P-SOL, LS e independentes. )
Abraços e lutamos porque Os sonhos não envelhecem!! !!
Mais uma vitoria! dias 13 e 14 aconteceram as eleições no DCE da UFPR e ganhamos da chapa da situação/governo/ PT/UNE.mais um DCE que volta para as lutas!os resultados foram:
"Agora Só Falta Você": 2733 (PT, duas correntes: um racha da articulação e outro do Trabalho)
"Sonhos Não Envelhecem": 3036 (toda a vanguarda da luta cointra o REUNI e da ocupaçaõ da Reitoria. PSTU, P-SOL, LS e independentes. )
Abraços e lutamos porque Os sonhos não envelhecem!! !!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
E o debate, meus camaradas?
E o debate, meus camaradas?
Otávio Luiz Machado
As reivindicações iniciais dos estudantes que giram em torno da ocupação da reitoria da UFPE apontam para a necessidade de um debate claro sobre um projeto educacional em marcha no momento, ou seja, o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).
Decorridos uns vinte dias do impasse, há de se reconhecer que o ato político de setores do movimento estudantil pernambucano foi satisfatório, pois abriu uma série de janelas para enriquecer um debate que ocorreu na UFPE entre outubro e novembro de 2007 sobre o tema, embora com intensidade menor do que o desejado.
Desde o início da ocupação, as várias negociações que ocorreram entre estudantes e a administração central da UFPE avançaram muito pouco, o que significa que as partes ainda não entraram num acordo decisivo para a finalização da ocupação da reitoria. Nem para os seus desdobramentos.
Dois fatos foram importantes: setores do movimento estudantil não se omitiram num assunto de interesse não apenas da universidade, mas de toda a sociedade, ou seja, a formação profissional de qualidade de jovens e adultos; por outro lado, a administração central da UFPE não fugiu do debate, inclusive criou uma agenda de discussão para as próximas semanas, que os ocupantes rejeitaram.
A cobrança em cima da administração expõe alguns pontos contraditórios dos documentos produzidos por setores do movimento estudantil, pois ao mesmo tempo em que afirmam que o Reitor impôs o projeto de forma autoritária, também cobram para que o Reitor tome uma posição autoritária ao revogar “o conselho do dia 26/10”, oportunidade em que o projeto do Reuni/UFPE (que havia sido discutido nas faculdades) entrava na discussão final no Conselho Universitário.
O que está segurando a ocupação da Reitoria é exclusivamente a pauta relacionada ao plebiscito popular sobre o Reuni. Por outro lado, a administração central aceitou discutir o projeto, mas sem implantar algum mecanismo para medir a aceitação ou a rejeição do citado projeto na UFPE.
Creio que a ocupação da Reitoria ocupou importante papel. Mas o adiamento do debate tem sido um fator negativo, lembrando-se de que o final do ano está próximo, o que significa se não corrermos, é inevitável o adiamento de qualquer debate profundo para o segundo mês de 2008.
A ocupação de reitorias ou faculdades foi uma estratégia bem articulada pelo movimento estudantil nos tempos da ditadura militar. Hoje, em momentos de intensa crise entre reitorias e movimento estudantil, a ocupação passou a ser um mecanismo de pressão importante, mas insuficiente quando não vem amparada por outros fatores intrínsecos à luta estudantil, tais como a realização de assembléias com o conjunto dos estudantes (debate mais geral) e o debate intenso entre os setores do movimento estudantil (debate mais específico). A apresentação de uma pauta retirada a partir da correlação dessas duas variáveis seria o caminho natural. E é um expediente efetivamente democrático.
Nesse sentido, a ocupação da Reitoria da USP foi a mais bem sucedida em todos os aspectos. Quando lá estive, no mês de maio, pude acompanhar uma assembléia estudantil demorada, mas com o microfone aberto a todos que quiseram se manifestar. Quando voltei a São Paulo, em outubro passado, como convidado do Grêmio Politécnico da USP para uma palestra, também ouvi dos estudantes da Escola Politécnica da USP os argumentos para a sua saída da ocupação da Reitoria USP, sobretudo após a decisão da assembléia de 600 estudantes daquela unidade em relação ao tema.
Na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), em outubro passado, quando participei de um debate com os estudantes de graduação e pós-graduação de Pedagogia, também percebi um ambiente de muito questionamento sobre o Reuni, principalmente com a maioria das opiniões contrárias ao mesmo. Em conversa com uma das lideranças de Diretórios Acadêmicos daquela Faculdade, também percebi que os estudantes haviam debatido intensamente o projeto do Reuni nos seus mais diversos momentos. A ocupação da Reitoria da UFF veio um pouco depois.
Tanto na USP como na UFF, a percepção que tive foi a de que os estudantes tiveram uma ampla percepção das questões teóricas e práticas que envolviam a questão posta. Setores do movimento estudantil não foram encarregados de apenas tocar a parte prática da coisa.
Creio que o debate na UFPE agora é decisivo. A ocupação já cumpriu o seu papel. E esperamos que o debate ocorra em todos os cantos da UFPE. E com todas as posições frente a frente. A partir daí, também, creio que as instâncias universitárias, tais como os conselhos através dos seus mais diversos representantes, aí poderão decidir melhor em relação ao que foi discutido abertamente pela comunidade universitária.
Otávio Luiz Machado
As reivindicações iniciais dos estudantes que giram em torno da ocupação da reitoria da UFPE apontam para a necessidade de um debate claro sobre um projeto educacional em marcha no momento, ou seja, o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).
Decorridos uns vinte dias do impasse, há de se reconhecer que o ato político de setores do movimento estudantil pernambucano foi satisfatório, pois abriu uma série de janelas para enriquecer um debate que ocorreu na UFPE entre outubro e novembro de 2007 sobre o tema, embora com intensidade menor do que o desejado.
Desde o início da ocupação, as várias negociações que ocorreram entre estudantes e a administração central da UFPE avançaram muito pouco, o que significa que as partes ainda não entraram num acordo decisivo para a finalização da ocupação da reitoria. Nem para os seus desdobramentos.
Dois fatos foram importantes: setores do movimento estudantil não se omitiram num assunto de interesse não apenas da universidade, mas de toda a sociedade, ou seja, a formação profissional de qualidade de jovens e adultos; por outro lado, a administração central da UFPE não fugiu do debate, inclusive criou uma agenda de discussão para as próximas semanas, que os ocupantes rejeitaram.
A cobrança em cima da administração expõe alguns pontos contraditórios dos documentos produzidos por setores do movimento estudantil, pois ao mesmo tempo em que afirmam que o Reitor impôs o projeto de forma autoritária, também cobram para que o Reitor tome uma posição autoritária ao revogar “o conselho do dia 26/10”, oportunidade em que o projeto do Reuni/UFPE (que havia sido discutido nas faculdades) entrava na discussão final no Conselho Universitário.
O que está segurando a ocupação da Reitoria é exclusivamente a pauta relacionada ao plebiscito popular sobre o Reuni. Por outro lado, a administração central aceitou discutir o projeto, mas sem implantar algum mecanismo para medir a aceitação ou a rejeição do citado projeto na UFPE.
Creio que a ocupação da Reitoria ocupou importante papel. Mas o adiamento do debate tem sido um fator negativo, lembrando-se de que o final do ano está próximo, o que significa se não corrermos, é inevitável o adiamento de qualquer debate profundo para o segundo mês de 2008.
A ocupação de reitorias ou faculdades foi uma estratégia bem articulada pelo movimento estudantil nos tempos da ditadura militar. Hoje, em momentos de intensa crise entre reitorias e movimento estudantil, a ocupação passou a ser um mecanismo de pressão importante, mas insuficiente quando não vem amparada por outros fatores intrínsecos à luta estudantil, tais como a realização de assembléias com o conjunto dos estudantes (debate mais geral) e o debate intenso entre os setores do movimento estudantil (debate mais específico). A apresentação de uma pauta retirada a partir da correlação dessas duas variáveis seria o caminho natural. E é um expediente efetivamente democrático.
Nesse sentido, a ocupação da Reitoria da USP foi a mais bem sucedida em todos os aspectos. Quando lá estive, no mês de maio, pude acompanhar uma assembléia estudantil demorada, mas com o microfone aberto a todos que quiseram se manifestar. Quando voltei a São Paulo, em outubro passado, como convidado do Grêmio Politécnico da USP para uma palestra, também ouvi dos estudantes da Escola Politécnica da USP os argumentos para a sua saída da ocupação da Reitoria USP, sobretudo após a decisão da assembléia de 600 estudantes daquela unidade em relação ao tema.
Na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), em outubro passado, quando participei de um debate com os estudantes de graduação e pós-graduação de Pedagogia, também percebi um ambiente de muito questionamento sobre o Reuni, principalmente com a maioria das opiniões contrárias ao mesmo. Em conversa com uma das lideranças de Diretórios Acadêmicos daquela Faculdade, também percebi que os estudantes haviam debatido intensamente o projeto do Reuni nos seus mais diversos momentos. A ocupação da Reitoria da UFF veio um pouco depois.
Tanto na USP como na UFF, a percepção que tive foi a de que os estudantes tiveram uma ampla percepção das questões teóricas e práticas que envolviam a questão posta. Setores do movimento estudantil não foram encarregados de apenas tocar a parte prática da coisa.
Creio que o debate na UFPE agora é decisivo. A ocupação já cumpriu o seu papel. E esperamos que o debate ocorra em todos os cantos da UFPE. E com todas as posições frente a frente. A partir daí, também, creio que as instâncias universitárias, tais como os conselhos através dos seus mais diversos representantes, aí poderão decidir melhor em relação ao que foi discutido abertamente pela comunidade universitária.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A UNE e o status quo
A presidente da UNE mais uma vez busca puxar a política do seu grupo político: ficar sem lutar.
A atitude autoritária da UNE é fazer um movimento estudantil chapa-branca, deixando os estudantes que querem questionar alguma coisa vulnerável ao ataque policial e qualquer outro atentado.
Vejam a pérola:
"São pessoas que questionam a ampliação de vagas e tentam de forma autoritária impedir a deliberação dos conselhos universitários. É uma postura conservadora, de quem já tem uma vaga assegurada e não quer discutir a necessária ampliação da universidade pública no Brasil", criticou.
O que a Presidente da UNE não sabe - ela e seu grupo conhece apenas palácios governamentais, sedes de estatais - é que as universidades públicam estão perdendo sistematicamente a sua qualidade.
É mesquinha a atitude daqueles que podem pagar uma universidade privada (daquelas sem qualidade e que não é preciso estudar) e querem que todos se submetam ao sistema de ensino sem qualidade. Colegião para todos!
Esse grupo que emparelhou o movimento estudantil há quase duas décadas não tem moral alguma para falar de universidade pública! O seu projeto de poder foi beneficiado pela expansão da universidade privada!
A atitude autoritária da UNE é fazer um movimento estudantil chapa-branca, deixando os estudantes que querem questionar alguma coisa vulnerável ao ataque policial e qualquer outro atentado.
Vejam a pérola:
"São pessoas que questionam a ampliação de vagas e tentam de forma autoritária impedir a deliberação dos conselhos universitários. É uma postura conservadora, de quem já tem uma vaga assegurada e não quer discutir a necessária ampliação da universidade pública no Brasil", criticou.
O que a Presidente da UNE não sabe - ela e seu grupo conhece apenas palácios governamentais, sedes de estatais - é que as universidades públicam estão perdendo sistematicamente a sua qualidade.
É mesquinha a atitude daqueles que podem pagar uma universidade privada (daquelas sem qualidade e que não é preciso estudar) e querem que todos se submetam ao sistema de ensino sem qualidade. Colegião para todos!
Esse grupo que emparelhou o movimento estudantil há quase duas décadas não tem moral alguma para falar de universidade pública! O seu projeto de poder foi beneficiado pela expansão da universidade privada!
UNE e UBES levam a Lula questões mais urgentes do movimento estudantil
A Diretoria centralizadora, burocratizada e pragmática da UNE, que nem conhece ou discutiu a realidade educacional brasileira, senta-se com o presidente da República, diante de uma série de ocupações e reivindicações dos estudantes que sequer são incluidas nas propostas da UNE. Novamente, o ex-Presidente da UNE, o senhor Gustavo Petta, com o seu chapa-branquismo característico, também conduz a nova direção da entidade (que é do mesmo grupo) ao mesmo buraco.
Resultado:
Os estudantes estão insatisfeitos com a entidade nacional. Mas há uma demonstração clara de que a hegemonia do grupo chapa-branca está ameaçado: perderam DCEs no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. E tudo indica que em Pernambuco perderam o espaço, também.
UNE e UBES levam a Lula questões mais urgentes do movimento estudantil
Fonte: http://www.une.org.br/
Presidentes da duas entidades e outras lideranças se reuniram com o presidente e levaram as questões mais urgentes do movimento estudantil universitário e secundarista no momento
O movimento estudantil brasileiro teve um encontro importante com o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira (31), para debater algumas das questões mais importantes que envolvem educação, juventude, cultura, entre outros assuntos. Com a presença da presidente da UNE, Lúcia Stúmpf; da UBES, Thiago Franco; e outras lideranças estudantis, o encontro serviu para que os estudantes levassem ao presidente as principais bandeiras das entidades no momento.
A reunião no Palácio do Planalto durou cerca de duas horas e contou também com a presença de outros diretores da UNE e do ex-presidente da entidade, Gustavo Petta. Um dos principais assuntos foi a reconstrução da sede das entidades na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro, demolida pelo governo militar durante a ditadura e recuperada pelos estudantes no último mês de fevereiro.
A pauta da reunião, no entanto, foi mais ampla. "Conversamos sobre questões como a reserva de vagas para alunos da rede pública e a assistência estudantil", disse Lúcia. Os estudantes, que conseguiram no ano passado uma rubrica especifica do MEC para a assistência estudantil nas universidades públicas, querem agora garantir qual será o valor anual aplicado neste setor. Os estudantes reivindicaram junto ao presidente o valor de R$200 milhões, exigindo mais do que o previsto pelo ministro Haddad, que já eu sinais de que não irá liberar mais do R$ 130 milhões.
ReuniOutro ponto de debate foi o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), lançado este ano pelo governo Federal. Segundo Lúcia, a iniciativa é positiva, pois aumenta o acesso ao ensino superior com a criação de novas vagas, mas ainda faltam alguns ajustes. "Dissemos ao Lula que este projeto precisa estar acompanhado da contratação de novos professores e outros investimentos nas instituições de ensino superior".
Passe Estudantil e Meia-EntradaOs estudantes secundaristas também levaram algumas questões e reivindicações ao presidente. Segundo Thiago Franco, um dos principais temas de debate foi o Passe Estudantil no transporte público. "Mostramos o problema ao presidente, e ele ficou de avaliar a nossa proposta de implementação nacional do Passe", disse.
Outra questão de âmbito nacional em debate foi o direito à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Os estudantes mostraram a Lula o problema criado acerca dessa questão com a promulgação da medida provisória 2208, em 2001, durante o governo FHC, que desestruturou as entidades estudantis e permitiu o surgimento de fraudes e "fábricas de carteirinha" por todo Brasil.
Atualmente, a UNE e a UBES querem a elaboração de uma legislação federal para a meia-entrada. "Pedimos ao presidente a revogação da MP 2208", disse Lúcia. Segundo ela, o presidente Lula se comprometeu a analisar a questão com prioridade.
Artenius Daniel
Resultado:
Os estudantes estão insatisfeitos com a entidade nacional. Mas há uma demonstração clara de que a hegemonia do grupo chapa-branca está ameaçado: perderam DCEs no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. E tudo indica que em Pernambuco perderam o espaço, também.
UNE e UBES levam a Lula questões mais urgentes do movimento estudantil
Fonte: http://www.une.org.br/
Presidentes da duas entidades e outras lideranças se reuniram com o presidente e levaram as questões mais urgentes do movimento estudantil universitário e secundarista no momento
O movimento estudantil brasileiro teve um encontro importante com o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira (31), para debater algumas das questões mais importantes que envolvem educação, juventude, cultura, entre outros assuntos. Com a presença da presidente da UNE, Lúcia Stúmpf; da UBES, Thiago Franco; e outras lideranças estudantis, o encontro serviu para que os estudantes levassem ao presidente as principais bandeiras das entidades no momento.
A reunião no Palácio do Planalto durou cerca de duas horas e contou também com a presença de outros diretores da UNE e do ex-presidente da entidade, Gustavo Petta. Um dos principais assuntos foi a reconstrução da sede das entidades na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro, demolida pelo governo militar durante a ditadura e recuperada pelos estudantes no último mês de fevereiro.
A pauta da reunião, no entanto, foi mais ampla. "Conversamos sobre questões como a reserva de vagas para alunos da rede pública e a assistência estudantil", disse Lúcia. Os estudantes, que conseguiram no ano passado uma rubrica especifica do MEC para a assistência estudantil nas universidades públicas, querem agora garantir qual será o valor anual aplicado neste setor. Os estudantes reivindicaram junto ao presidente o valor de R$200 milhões, exigindo mais do que o previsto pelo ministro Haddad, que já eu sinais de que não irá liberar mais do R$ 130 milhões.
ReuniOutro ponto de debate foi o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), lançado este ano pelo governo Federal. Segundo Lúcia, a iniciativa é positiva, pois aumenta o acesso ao ensino superior com a criação de novas vagas, mas ainda faltam alguns ajustes. "Dissemos ao Lula que este projeto precisa estar acompanhado da contratação de novos professores e outros investimentos nas instituições de ensino superior".
Passe Estudantil e Meia-EntradaOs estudantes secundaristas também levaram algumas questões e reivindicações ao presidente. Segundo Thiago Franco, um dos principais temas de debate foi o Passe Estudantil no transporte público. "Mostramos o problema ao presidente, e ele ficou de avaliar a nossa proposta de implementação nacional do Passe", disse.
Outra questão de âmbito nacional em debate foi o direito à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Os estudantes mostraram a Lula o problema criado acerca dessa questão com a promulgação da medida provisória 2208, em 2001, durante o governo FHC, que desestruturou as entidades estudantis e permitiu o surgimento de fraudes e "fábricas de carteirinha" por todo Brasil.
Atualmente, a UNE e a UBES querem a elaboração de uma legislação federal para a meia-entrada. "Pedimos ao presidente a revogação da MP 2208", disse Lúcia. Segundo ela, o presidente Lula se comprometeu a analisar a questão com prioridade.
Artenius Daniel
Reitor ordena mandado de reintegração de posse ser cumprido
Reitor ordena mandado de reintegração de posse ser cumprido
Fonte: http://ocupaufpe.blogspot.com/2007/11/reitor-ordena-mandado-de-reintegrao-de.html
Em meio as negociações, repentinamente acabamos de receber a informação de que o Reitor ordenou que o mandado de reintegração de posse seja cumprido. Então, todos que puderem, vão à reitoria. Fomos pegos de surpresa, muitos dos ocupantes ainda estão fazendo mobilização ou em outros afazeres.
Fonte: http://ocupaufpe.blogspot.com/2007/11/reitor-ordena-mandado-de-reintegrao-de.html
Em meio as negociações, repentinamente acabamos de receber a informação de que o Reitor ordenou que o mandado de reintegração de posse seja cumprido. Então, todos que puderem, vão à reitoria. Fomos pegos de surpresa, muitos dos ocupantes ainda estão fazendo mobilização ou em outros afazeres.
Reitor Amaro Lins aciona a Justiça para reintegração de posse do prédio da Reitoria
A retirada dos ocupantes pela polícia poderá gerar muita violência. A negociação tem que continuar. Os estudantes precisam ter jogo de cintura para negociar. Ceder, se for necessário. Nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) está defendendo as ocupações. Até a entidade máxima dos estudantes ficou contra os estudantes, o que era de se esperar. De um lado estudantes que querem discutir a educação superior e um projeto de país; de outro, uma entidade chapa-branca que pensa apenas em extrair recursos públicos consideráveis para os seus projetos e amigos.
Reitor Amaro Lins aciona a Justiça para reintegração de posse do prédio da Reitoria
05/11/2007
Fonte: www.ufpe.br
No esforço de promover uma saída negociada do grupo de estudantes que fechou a Reitoria da UFPE desde a última quarta-feira (31), o reitor Amaro Lins teve, na tarde de hoje (5), mais uma reunião com uma comissão de alunos e apresentou uma contraproposta às reivindicações do movimento que se posiciona contra a adesão da Universidade ao projeto Reuni. Pouco depois das 21h, um representante do Sindicato dos Docentes (Adufepe) telefonou para o reitor informando que os estudantes decidiram pela permanência na Reitoria, não aceitando a proposta da Administração Central. Dessa forma, o reitor agora conta com a imediata reintegração de posse do prédio que será executada pela Justiça. A ocupação foi iniciada no dia 26 de outubro na tentativa de impedir a votação do projeto da UFPE que foi aprovado pelo Conselho Universitário naquele dia e encaminhado ao MEC na segunda-feira (28).
Abaixo, segue ata da reunião realizada entre Amaro Lins e a comissão, na presença de pró-reitores, assessores, docentes e representantes da Adufepe e do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Sintufepe).
ATA DA REUNIÃO
No dia 05 de novembro de 2007 às 14h30, reuniram-se no Centro de Convenções da UFPE o reitor Amaro Lins e sua equipe e o Comitê de Ocupação do prédio da Reitoria, constituído por estudantes e observadores. O reitor Amaro Lins historiou o processo desde o dia 26, data do Conselho Universitário que aprovou o projeto da UFPE para o REUNI,até o momento atual. Os estudantes apresentaram uma pauta com as reivindicações relativas ao projeto REUNI e a outros itens de discussão relativos à vida acadêmica, como demanda de mais verbas para os campi de Caruaru e Vitória, preço de refeição do restaurante universitário,uso de catracas nas entradas dos centros, etc. O Comitê de Ocupação reiterou a necessidade de esclarecimento à comunidade da UFPE sobre o projeto REUNI; de divulgação do projeto para a sociedade; de garantia de não haver retaliação aos participantes da ocupação da reitoria;de retirada do processo de reintegração de posse; de plebiscito sobre o projeto REUNI.Em resposta ao Comitê de Ocupação, o reitor Amaro Lins afirmou que as questões relativas a verbas para os campi regionais, preço e modelo de funcionamento do Restaurante Universitário, modelo de funcionamento do Hospital das Clínicas, elaboração da estatuinte da UFPE já estão sendo em sua maioria discutidos na instituição e serão objeto de aprofundamento nos diversos fóruns da instituição com a participação dos estudantes. Quanto ao REUNI,o reitor se comprometeu a realizar 12 reuniões, na forma de audiências públicas para esclarecer, divulgar e discutir o projeto, após as quais as contribuições serão encaminhadas para o Conselho Universitário para apreciação. O reitor afirmou ainda que não haverá punições pela ocupação da reitoria. Com vistas a abordar os pontos já mencionados de forma mais detalhada, o reitor propôs uma nova reunião amanhã, dia 06 de novembro, às 16h, no Gabinete do Reitor com a comissão de estudantes. Todos os pontos citados estão condicionados à imediata desocupação da reitoria, na presente data.
Reitor Amaro Lins aciona a Justiça para reintegração de posse do prédio da Reitoria
05/11/2007
Fonte: www.ufpe.br
No esforço de promover uma saída negociada do grupo de estudantes que fechou a Reitoria da UFPE desde a última quarta-feira (31), o reitor Amaro Lins teve, na tarde de hoje (5), mais uma reunião com uma comissão de alunos e apresentou uma contraproposta às reivindicações do movimento que se posiciona contra a adesão da Universidade ao projeto Reuni. Pouco depois das 21h, um representante do Sindicato dos Docentes (Adufepe) telefonou para o reitor informando que os estudantes decidiram pela permanência na Reitoria, não aceitando a proposta da Administração Central. Dessa forma, o reitor agora conta com a imediata reintegração de posse do prédio que será executada pela Justiça. A ocupação foi iniciada no dia 26 de outubro na tentativa de impedir a votação do projeto da UFPE que foi aprovado pelo Conselho Universitário naquele dia e encaminhado ao MEC na segunda-feira (28).
Abaixo, segue ata da reunião realizada entre Amaro Lins e a comissão, na presença de pró-reitores, assessores, docentes e representantes da Adufepe e do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Sintufepe).
ATA DA REUNIÃO
No dia 05 de novembro de 2007 às 14h30, reuniram-se no Centro de Convenções da UFPE o reitor Amaro Lins e sua equipe e o Comitê de Ocupação do prédio da Reitoria, constituído por estudantes e observadores. O reitor Amaro Lins historiou o processo desde o dia 26, data do Conselho Universitário que aprovou o projeto da UFPE para o REUNI,até o momento atual. Os estudantes apresentaram uma pauta com as reivindicações relativas ao projeto REUNI e a outros itens de discussão relativos à vida acadêmica, como demanda de mais verbas para os campi de Caruaru e Vitória, preço de refeição do restaurante universitário,uso de catracas nas entradas dos centros, etc. O Comitê de Ocupação reiterou a necessidade de esclarecimento à comunidade da UFPE sobre o projeto REUNI; de divulgação do projeto para a sociedade; de garantia de não haver retaliação aos participantes da ocupação da reitoria;de retirada do processo de reintegração de posse; de plebiscito sobre o projeto REUNI.Em resposta ao Comitê de Ocupação, o reitor Amaro Lins afirmou que as questões relativas a verbas para os campi regionais, preço e modelo de funcionamento do Restaurante Universitário, modelo de funcionamento do Hospital das Clínicas, elaboração da estatuinte da UFPE já estão sendo em sua maioria discutidos na instituição e serão objeto de aprofundamento nos diversos fóruns da instituição com a participação dos estudantes. Quanto ao REUNI,o reitor se comprometeu a realizar 12 reuniões, na forma de audiências públicas para esclarecer, divulgar e discutir o projeto, após as quais as contribuições serão encaminhadas para o Conselho Universitário para apreciação. O reitor afirmou ainda que não haverá punições pela ocupação da reitoria. Com vistas a abordar os pontos já mencionados de forma mais detalhada, o reitor propôs uma nova reunião amanhã, dia 06 de novembro, às 16h, no Gabinete do Reitor com a comissão de estudantes. Todos os pontos citados estão condicionados à imediata desocupação da reitoria, na presente data.
domingo, 4 de novembro de 2007
Meus comentários: o editorial peca pela falta de precisão dos dados, além de uma posição nada equilibrada em relação ao que expõe. Quem disse que estudante não deve opinar e influenciar as decisões universitárias? Os estudantes só não tem condições como deve participar das decisões universitárias. Associações de alunos e de ex-alunos influenciam as decisões nas boas universidades do mundo.
Há diversos setores estudantis na Reitoria. E não está havendo depredação do patrimônio público. Sobre o Reuni, o editorial mostra total desconhecimento. Talvez se fizermos uma pesquisa no google poderemos checar as fontes que apoiaram o editorial.
É lastimável como amplos setores da sociedade está estimulando uma saída pautada pela violência policial.
Um ponto defendido pelos estudantes é a melhoria da qualidade. Quanto à expansão, o editorial não sabe a opinião dos estudantes que ocupam a reitoria.
Só a conversa entre as partes resolverá o impasse. Sem tropa de choque e violência. Só a posse do Reitor e a construção do DCE teremos um diálogo cordial.
EDITORIAL DO JORNAL COMMERCIO: Um grupo contra a maioria
02/11/2007
Publicado em 02.11.07
Mais uma vez, assistimos ao embate entre o progresso e interesses partidários. Estranhamente contrários à ampliação de vagas planejada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um grupo de estudantes, sob influência partidária estranha à academia, partiu para a já costumeira invasão de prédios públicos, no caso o da reitoria da universidade, com “direito” a depredação e impedimento do básico acesso e movimento de servidores no cumprimento de suas obrigações. Sabemos que o atual ministro da Educação, Fernando Haddad, é uma rara exceção no inflado e aparelhado ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é do ramo e pretende realmente fazer com que a educação no nosso País, em todos os níveis e graus, seja considerada com seriedade e profissionalismo.
Entre outras iniciativas com esse propósito, ele criou o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com a verba a receber desse programa, a UFPE anunciou que vai criar 1.419 vagas para alunos ao longo dos próximos cinco anos. Pretende ainda contratar 400 professores e 600 técnicos, construir novos espaços para aulas e mais casas para estudantes, melhorar laboratórios e bibliotecas. Com a verba do Reuni, a universidade poderá criar 18 novos cursos nos câmpus do Engenho do Meio, Vitória e Caruaru. A turma do contra, em sua pretensa alta sabedoria, não aprova nada disso e quer impor sua vontade na marra com mais uma invasão de prédio público. Alegremente e com a usual truculência, ocupou a reitoria e exige que se marque um plebiscito para opinar e decidir sobre a implantação do Reuni.
A pretensão, evidentemente, foi negada. Pode-se imaginar a que se reduziriam a fama e a qualidade das grandes universidades do mundo, como Oxford, Harvard, Columbia, MIT, Paris, se elas fossem se guiar pela opinião de clãs de alunos, jovens que ainda estão se preparando profissionalmente para tomar decisões estratégicas. Os invasores questionam o programa porque, com a ampla e tarimbada visão que se auto-atribuem, acham que ele minimiza a qualidade do ensino. E reclamam que, com apenas duas cadeiras no Conselho Universitário, os estudantes não podem fazer valer suas opiniões. A universidade ganhou na Justiça uma liminar de reintegração de posse, mas o reitor Amaro Lins tenta resolver a questão por meio de diálogo. Por trás da minoria contestadora, vislumbra-se a silhueta do PSTU e do P-SOL, adversários do PCdoB, que se apossou do movimento estudantil desde o pós-redemocratização.
Como a quase todos os setores da vida nacional, o golpe de 1964 não fez bem ao movimento estudantil. A UNE pré-regime militar tinha um perfil desenvolvimentista, lutava pela consolidação da democracia e ampliação de vagas no ensino público. Enfrentou o Estado Novo e teve decisiva atuação na campanha pela criação da Petrobras e no apoio às metas de JK, que visavam dar maior autonomia ao Brasil frente aos EUA e outros países dominantes. No dia do golpe, sua sede, na Praia do Flamengo (Rio), foi queimada e o movimento sofreu brutal repressão, empurrando muitos jovens para guerrilhas sem nenhum futuro, dada a imensa desproporção diante das forças armadas profissionais. Com a redemocratização, a UNE não conseguiu reassumir suas bandeiras, tornando-se refém de ex-guerrilheiros convertidos a políticas de resultados, e engalfinhando-se com outras facções também sem programa.
Pode-se até discutir a proliferação de universidades federais ao sabor de apetites políticos que procuram transformar os cargos universitários em feudos partidários e acham que toda unidade da federação, mesmo sem nenhuma condição, deve ter uma universidade. Não é o caso da UFPE, que tem mais de 60 anos, 180 se levarmos em conta que sua mais antiga unidade, a Faculdade de Direito, foi criada em 1827. O correto seria manter a universidade o mais longe possível da política partidária e fortalecer as melhores universidades públicas. O Reuni é um passo nesse sentido, pois cada universidade federal terá de apresentar um projeto consistente ao MEC para poder ter direito às verbas desse programa. Quem não tem competência não se estabelece, como diziam os antigos imigrantes portugueses donos das velhas vendas. Mesquinhos interesses partidários não podem se opor ao desenvolvimento, ao progresso, à civilização.
Há diversos setores estudantis na Reitoria. E não está havendo depredação do patrimônio público. Sobre o Reuni, o editorial mostra total desconhecimento. Talvez se fizermos uma pesquisa no google poderemos checar as fontes que apoiaram o editorial.
É lastimável como amplos setores da sociedade está estimulando uma saída pautada pela violência policial.
Um ponto defendido pelos estudantes é a melhoria da qualidade. Quanto à expansão, o editorial não sabe a opinião dos estudantes que ocupam a reitoria.
Só a conversa entre as partes resolverá o impasse. Sem tropa de choque e violência. Só a posse do Reitor e a construção do DCE teremos um diálogo cordial.
EDITORIAL DO JORNAL COMMERCIO: Um grupo contra a maioria
02/11/2007
Publicado em 02.11.07
Mais uma vez, assistimos ao embate entre o progresso e interesses partidários. Estranhamente contrários à ampliação de vagas planejada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um grupo de estudantes, sob influência partidária estranha à academia, partiu para a já costumeira invasão de prédios públicos, no caso o da reitoria da universidade, com “direito” a depredação e impedimento do básico acesso e movimento de servidores no cumprimento de suas obrigações. Sabemos que o atual ministro da Educação, Fernando Haddad, é uma rara exceção no inflado e aparelhado ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é do ramo e pretende realmente fazer com que a educação no nosso País, em todos os níveis e graus, seja considerada com seriedade e profissionalismo.
Entre outras iniciativas com esse propósito, ele criou o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com a verba a receber desse programa, a UFPE anunciou que vai criar 1.419 vagas para alunos ao longo dos próximos cinco anos. Pretende ainda contratar 400 professores e 600 técnicos, construir novos espaços para aulas e mais casas para estudantes, melhorar laboratórios e bibliotecas. Com a verba do Reuni, a universidade poderá criar 18 novos cursos nos câmpus do Engenho do Meio, Vitória e Caruaru. A turma do contra, em sua pretensa alta sabedoria, não aprova nada disso e quer impor sua vontade na marra com mais uma invasão de prédio público. Alegremente e com a usual truculência, ocupou a reitoria e exige que se marque um plebiscito para opinar e decidir sobre a implantação do Reuni.
A pretensão, evidentemente, foi negada. Pode-se imaginar a que se reduziriam a fama e a qualidade das grandes universidades do mundo, como Oxford, Harvard, Columbia, MIT, Paris, se elas fossem se guiar pela opinião de clãs de alunos, jovens que ainda estão se preparando profissionalmente para tomar decisões estratégicas. Os invasores questionam o programa porque, com a ampla e tarimbada visão que se auto-atribuem, acham que ele minimiza a qualidade do ensino. E reclamam que, com apenas duas cadeiras no Conselho Universitário, os estudantes não podem fazer valer suas opiniões. A universidade ganhou na Justiça uma liminar de reintegração de posse, mas o reitor Amaro Lins tenta resolver a questão por meio de diálogo. Por trás da minoria contestadora, vislumbra-se a silhueta do PSTU e do P-SOL, adversários do PCdoB, que se apossou do movimento estudantil desde o pós-redemocratização.
Como a quase todos os setores da vida nacional, o golpe de 1964 não fez bem ao movimento estudantil. A UNE pré-regime militar tinha um perfil desenvolvimentista, lutava pela consolidação da democracia e ampliação de vagas no ensino público. Enfrentou o Estado Novo e teve decisiva atuação na campanha pela criação da Petrobras e no apoio às metas de JK, que visavam dar maior autonomia ao Brasil frente aos EUA e outros países dominantes. No dia do golpe, sua sede, na Praia do Flamengo (Rio), foi queimada e o movimento sofreu brutal repressão, empurrando muitos jovens para guerrilhas sem nenhum futuro, dada a imensa desproporção diante das forças armadas profissionais. Com a redemocratização, a UNE não conseguiu reassumir suas bandeiras, tornando-se refém de ex-guerrilheiros convertidos a políticas de resultados, e engalfinhando-se com outras facções também sem programa.
Pode-se até discutir a proliferação de universidades federais ao sabor de apetites políticos que procuram transformar os cargos universitários em feudos partidários e acham que toda unidade da federação, mesmo sem nenhuma condição, deve ter uma universidade. Não é o caso da UFPE, que tem mais de 60 anos, 180 se levarmos em conta que sua mais antiga unidade, a Faculdade de Direito, foi criada em 1827. O correto seria manter a universidade o mais longe possível da política partidária e fortalecer as melhores universidades públicas. O Reuni é um passo nesse sentido, pois cada universidade federal terá de apresentar um projeto consistente ao MEC para poder ter direito às verbas desse programa. Quem não tem competência não se estabelece, como diziam os antigos imigrantes portugueses donos das velhas vendas. Mesquinhos interesses partidários não podem se opor ao desenvolvimento, ao progresso, à civilização.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Movimento estudantil e a veracidade dos fatos
Segue, abaixo, o noticiário da Universidade que deparamos no nosso dia-a-dia. Diferentemente do que está sendo noticiado em vários cantos da UFPE, houve discussão sobre o Reuni na Universidade. E não foi de última hora.
Como a partidarização do movimento estudantil infelizmente vem arrasando as entidades estudantis, seria bom estimularmos o mais rápido possível a construção do DCE, pois aí poderíamos ter uma representatividade mínima daqueles que falam pelo conjunto dos estudantes da UFPE. Mas não é o que vejo, pois o interesse está apenas em dar propaganda a alguns nomes de estudantes ligados a grupos políticos fora da Universidade para que possam se projetar nos mais diversos meios. Aí não vemos o interesse dos estudantes representados.
Insisto que a posse imediata do Reitor é uma necessidade para o bom convívio universitário. Insisto que a resolução de recriação do DCE também seria um ponto importante para a participação dos estudantes nos debates que acontecem e que não percebemos nenhum estudante presente.
Como a partidarização do movimento estudantil infelizmente vem arrasando as entidades estudantis, seria bom estimularmos o mais rápido possível a construção do DCE, pois aí poderíamos ter uma representatividade mínima daqueles que falam pelo conjunto dos estudantes da UFPE. Mas não é o que vejo, pois o interesse está apenas em dar propaganda a alguns nomes de estudantes ligados a grupos políticos fora da Universidade para que possam se projetar nos mais diversos meios. Aí não vemos o interesse dos estudantes representados.
Insisto que a posse imediata do Reitor é uma necessidade para o bom convívio universitário. Insisto que a resolução de recriação do DCE também seria um ponto importante para a participação dos estudantes nos debates que acontecem e que não percebemos nenhum estudante presente.
Visitei a ocupação da UFPE
Fiz ontem uma rápida visita à ocupação. A preocupação com os rumos da educação pública brasileira foi o que mais me impressionou nas conversas que tive com algumas pessoas lá. A expansão desordenada do acesso ao ensino superior, assim como a falta de melhorias significativas na estrutura da universidade são preocupações correntes dos estudantes. Não estão interessados em bloquear o acesso de mais jovens e adultos à universidade, mas garantir que os novos alunos tenham mais condições de estudar. O que significa que a reivindicação estudantil é coerente. Mas não se pode atropelar alguns pontos importantes para a vida universitária, como o debate com professores e estudantes que possuem visões diferenciadas sobre o mesmo fenômeno. Ouvir as mesmas pessoas falando, geralmente a partir da leitura sem crítica dos manuais produzidos pelas diversas entidades envolvidas, é o que há de pior.
Temos na UFPE especialistas nos assuntos educacionais de competência comprovada, mas que não são chamados para debater porque discordam do que está sendo posto por um dos grupos da universidade.
Tive um grande presente quando visitei a ocupação da Reitoria da USP pelos estudantes (maio). A aula do Professor Paulo Arantes, por exemplo, discutiu todos os assuntos relativos à USP, à Fapesp e as fundações privadas existentes na USP. Também discutiu a educação superior brasileira. Também discutiu o movimento estudantil (sua história e o seu presente).
Não percebi em nenhum momento o direcionamento da fala do Professor para agradar os estudantes que ali estavam ocupados. Diga-se de passagem que a aula foi na sala do Conselho Universitário, que é um grande auditório. E ocupado.
Naquele momento, eu acabava de assistir de um debate com os candidatos a reitor da UFPE sem a presença de muitos estudantes. E fui ver em São Paulo uma movimentação gigantesca dos estudantes universitários.
A ocupação tem que ser intensa. Com debate e com um blog com notícias com frequência. Tem que aglutinar e não dividir. Precisa da diversidade da palavra do outro para ser completada. Mas é preciso ter a noção do momento: avançar ou recuar.
A posse do Reitor no nosso espaço universitário deveria ocorrer imediatamente. Não recuaram. Em seguida, um debate sobre a educação superior (com a reforma universitária, o Reuni, etc) e sobre o movimento estudantil será importante, mas desde que avance a discussão, que entendo estar limitadíssima a poucos grupos.
Temos na UFPE especialistas nos assuntos educacionais de competência comprovada, mas que não são chamados para debater porque discordam do que está sendo posto por um dos grupos da universidade.
Tive um grande presente quando visitei a ocupação da Reitoria da USP pelos estudantes (maio). A aula do Professor Paulo Arantes, por exemplo, discutiu todos os assuntos relativos à USP, à Fapesp e as fundações privadas existentes na USP. Também discutiu a educação superior brasileira. Também discutiu o movimento estudantil (sua história e o seu presente).
Não percebi em nenhum momento o direcionamento da fala do Professor para agradar os estudantes que ali estavam ocupados. Diga-se de passagem que a aula foi na sala do Conselho Universitário, que é um grande auditório. E ocupado.
Naquele momento, eu acabava de assistir de um debate com os candidatos a reitor da UFPE sem a presença de muitos estudantes. E fui ver em São Paulo uma movimentação gigantesca dos estudantes universitários.
A ocupação tem que ser intensa. Com debate e com um blog com notícias com frequência. Tem que aglutinar e não dividir. Precisa da diversidade da palavra do outro para ser completada. Mas é preciso ter a noção do momento: avançar ou recuar.
A posse do Reitor no nosso espaço universitário deveria ocorrer imediatamente. Não recuaram. Em seguida, um debate sobre a educação superior (com a reforma universitária, o Reuni, etc) e sobre o movimento estudantil será importante, mas desde que avance a discussão, que entendo estar limitadíssima a poucos grupos.
Ocupação de alunos adia posse do reitor da UFPE
Bloqueio
Ocupação de alunos adia posse do reitor da UFPE
Publicado em 31.10.2007, às 11h34
Do JC OnLine
Com informações de Margarida Azevedo, de Cidades/ JC
A reitoria da Universidade Federal de Pernambuco amanheceu bloqueada por dezenas de estudantes que protestam contra o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Por causa disso, foi adiada a solenidade de recondução dos professores Amaro Henrique Pessoa Lins e Gilson Edmar Gonçalves e Silva aos cargos de reitor e vice-reitor da UFPE que seria realizada na tarde desta quarta-feira (31), a partir das 16h, no Teatro da UFPE. Mais de 100 manifestantes, de acordo com um deles, estão dentro do prédio da reitoria e não permitiram a entrada de nenhum funcionário. Os alunos do Movimento de Ocupação da UFPE, que ocupam a reitoria desde a manhã da última sexta-feira (26), são contra os aumentos do número de vagas e da taxa de aprovação previstos pelo Reuni. Manifestações contra o projeto já aconteceram em outras cinco cidades do País.
O pretesto vai continuar "até a revogação do Reuni e a realização de um plebiscito com toda a comunidade acadêmica da UFPE", disse um dos integrantes. Um espantalho vestido de roupa preta segurando uma placa com a sigla "Reuni" foi colocado na frente do prédio como símbolo da manifestação.
Segundo a assessoria de imprensa da UFPE, "o grupo quebrou um acordo feito com o reitor de que não fecharia o prédio da administração central". Devido à ocupação, Amaro Lins decidou suspender sua posse e a do vice-reitor para "evitar constrangimento aos convidados". Ainda não há data definida para a cerimônia.PROJETO - Aprovado na tarde da sexta (26) com 23 votos a favor, dois contra e uma abstenção, o projeto prevê a ampliação de vagas e a criação de novos cursos. A Universidade Federal defende que o Reuni possibilita a ampliação do quadro de professores e vai proporcionar três mil bolsas estudantis, além de reformas. Os estudantes, por outro lado, acreditam que o projeto quer aumentar a taxa de aprovação e a quantidade de alunos na universidade, em detrimento à qualidade do ensino.
Ocupação de alunos adia posse do reitor da UFPE
Publicado em 31.10.2007, às 11h34
Do JC OnLine
Com informações de Margarida Azevedo, de Cidades/ JC
A reitoria da Universidade Federal de Pernambuco amanheceu bloqueada por dezenas de estudantes que protestam contra o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Por causa disso, foi adiada a solenidade de recondução dos professores Amaro Henrique Pessoa Lins e Gilson Edmar Gonçalves e Silva aos cargos de reitor e vice-reitor da UFPE que seria realizada na tarde desta quarta-feira (31), a partir das 16h, no Teatro da UFPE. Mais de 100 manifestantes, de acordo com um deles, estão dentro do prédio da reitoria e não permitiram a entrada de nenhum funcionário. Os alunos do Movimento de Ocupação da UFPE, que ocupam a reitoria desde a manhã da última sexta-feira (26), são contra os aumentos do número de vagas e da taxa de aprovação previstos pelo Reuni. Manifestações contra o projeto já aconteceram em outras cinco cidades do País.
O pretesto vai continuar "até a revogação do Reuni e a realização de um plebiscito com toda a comunidade acadêmica da UFPE", disse um dos integrantes. Um espantalho vestido de roupa preta segurando uma placa com a sigla "Reuni" foi colocado na frente do prédio como símbolo da manifestação.
Segundo a assessoria de imprensa da UFPE, "o grupo quebrou um acordo feito com o reitor de que não fecharia o prédio da administração central". Devido à ocupação, Amaro Lins decidou suspender sua posse e a do vice-reitor para "evitar constrangimento aos convidados". Ainda não há data definida para a cerimônia.PROJETO - Aprovado na tarde da sexta (26) com 23 votos a favor, dois contra e uma abstenção, o projeto prevê a ampliação de vagas e a criação de novos cursos. A Universidade Federal defende que o Reuni possibilita a ampliação do quadro de professores e vai proporcionar três mil bolsas estudantis, além de reformas. Os estudantes, por outro lado, acreditam que o projeto quer aumentar a taxa de aprovação e a quantidade de alunos na universidade, em detrimento à qualidade do ensino.
Minha segunda opinião sobre a ocupação da Reitoria da UFPE pelos estudantes
A posse imediata do Reitor da UFPE deve ser negociada por todas as partes. O fechamento do acesso à Reitoria pelos estudantes no dia da cerimônia da posse foi uma demonstração clara de que o começo de uma argumentação autoritária por parte de setores dos ocupantes estava em marcha.
O movimento começou com uma posição contra o REUNI e passou para uma posição contra o Reitor. O debate sobre a reforma universitária, os problemas existentes na Universidade e o Reuni ocorreu em vários momentos na UFPE. Só não foi quem não quis.
A comunidade universitária espera que a posse do Professor Amaro Lins para o novo mandato ocorra o mais rápido possível. Não podemos aceitar que alguns setores da Universidade aproveitem da situação para se promoverem.
O engraçado de tudo é que as questões locais por alguns setores dos estudantes são puxadas apenas agora, pois uma possível eleição para a reativação do DCE está em marcha. Quantos estudantes compareceram ao debate com os candidatos a Reitor da UFPE há apenas cinco meses atrás? Qual o motivo do súbito interesse pelos assuntos da UFPE no momento atual?
Qual o debate que as alguns estudantes promoveram quando ocuparam cargos?
A ocupação da Reitoria deve ser um ponto de partida para estimular um debate de todos os setores da universidade, mas não deve ser um argumento para tirar o direito do percentual extremamente significado de membros da comunidade universitária que escolheram o Professor Amaro Lins para continuar no seu cargo pelos próximos quatro anos. É bom que revejam a estratégia adotada na última semana, porque senão o apoio a vocês serão drasticamente reduzidos.
O movimento começou com uma posição contra o REUNI e passou para uma posição contra o Reitor. O debate sobre a reforma universitária, os problemas existentes na Universidade e o Reuni ocorreu em vários momentos na UFPE. Só não foi quem não quis.
A comunidade universitária espera que a posse do Professor Amaro Lins para o novo mandato ocorra o mais rápido possível. Não podemos aceitar que alguns setores da Universidade aproveitem da situação para se promoverem.
O engraçado de tudo é que as questões locais por alguns setores dos estudantes são puxadas apenas agora, pois uma possível eleição para a reativação do DCE está em marcha. Quantos estudantes compareceram ao debate com os candidatos a Reitor da UFPE há apenas cinco meses atrás? Qual o motivo do súbito interesse pelos assuntos da UFPE no momento atual?
Qual o debate que as alguns estudantes promoveram quando ocuparam cargos?
A ocupação da Reitoria deve ser um ponto de partida para estimular um debate de todos os setores da universidade, mas não deve ser um argumento para tirar o direito do percentual extremamente significado de membros da comunidade universitária que escolheram o Professor Amaro Lins para continuar no seu cargo pelos próximos quatro anos. É bom que revejam a estratégia adotada na última semana, porque senão o apoio a vocês serão drasticamente reduzidos.
Minha primeira opinião sobre a ocupação da Reitoria da UFPE pelos estudantes
Pessoal, creio que o protesto, a manifestação espontânea e o debate são importantes. No momento está faltando o debate, pois não resolveremos qualquer impasse se não abrirmos uma discussão não apenas com os que apoiam, mas também com os que divergem da gente. A promoção de atividades na área da ocupação seria excelente, mas também a abertura de um canal mais profundo de negociação com todas as partes seria importante para toda a Universidade. O fechamento da Reitoria no dia da posse do Reitor não foi uma medida que demonstrou a possibilidade de debate, mas significou o fechamento de algo importante no espaço da universidade: a recondução de um alguém que foi bem avaliado por toda a comunidade universitária. O Professor Amaro conseguiu a vitória estrondosa na pesquisa feita pela sua capacidade de diálogo e de avanço nos rumos da UFPE. Mas é claro que a atual administração atual também cometeu erros.E houve, sim, na UFPE, algum debate sobre tudo o que está sendo posto hoje. Não se pode condenar a atual administração por ausência de debate. Quantos foram debater com os candidatos a Reitor no Centro de Convenções no dia do primeiro debate? O atual Reitor estava lá e respondeu bem a todos os questionamentos. Quantos se preocuparam em discutir os rumos da Universidade (e da educação pública) naquele momento? Quantos foram debater a reforma universitária, o Universidade Nova, o Reuni e tantas outras questões quando os debates aconteciam na instituição? Quantos foram debater a questão do movimento estudantil? Só os que se interessavam realmente? Peço que chamem os professores que concordam e discordam com vocês para debater o Reuni.
Peço também que não fechem os canais de debate na universidade, mas que lutem para abrir muitos outros.A vitória precisa ser da Universidade e da própria sociedade.O debate só entre os favoráveis ou só com os contrários precisa acabar. Espero que tenham também a capacidade de separar as questões nacionais com as questões locais.Otávio Luiz Machado. Co-organizador do livro "Movimento Estudantil Brasileiro e a Educação Superior". Organizador do DVD de dados Movimento Estudantil no Brasil: histórias e registros entre 1903 e 2007.Visitem o meu blog:http://sejarealistapecaoimpossivel.blogspot.com
Peço também que não fechem os canais de debate na universidade, mas que lutem para abrir muitos outros.A vitória precisa ser da Universidade e da própria sociedade.O debate só entre os favoráveis ou só com os contrários precisa acabar. Espero que tenham também a capacidade de separar as questões nacionais com as questões locais.Otávio Luiz Machado. Co-organizador do livro "Movimento Estudantil Brasileiro e a Educação Superior". Organizador do DVD de dados Movimento Estudantil no Brasil: histórias e registros entre 1903 e 2007.Visitem o meu blog:http://sejarealistapecaoimpossivel.blogspot.com
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Conselho Universitário garante aprovação do projeto UFPE-Reuni
Conselho Universitário garante aprovação do projeto UFPE-Reuni
Fonte: Ascom/UFPE
Mesmo diante de um protesto de um grupo de estudantes que causou tumulto na Reitoria, o Conselho Universitário aprovou, na manhã de hoje (26), o projeto da UFPE que será incorporado ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Ministério da Educação. O projeto prevê, entre outros, a ampliação do número de vagas e de cursos de graduação, a contratação de professores e de técnicos administrativos, e a melhoria da assistência estudantil com, por exemplo, a elevação do número de bolsas para os alunos carentes e construção de restaurante universitário nos campi do interior.
A Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco foi invadida, pouco antes das 9h, por estudantes que pretendiam impedir a realização da reunião do Conselho Universitário. O grupo, com o apoio de alguns professores e técnicos administrativos, não permitiu a entrada dos conselheiros no auditório João Alfredo, onde são realizadas todas as reuniões do conselho, fazendo bastante barulho com apitos e instrumentos de percussão. Um aluno da UFPE foi detido e conduzido à Polícia Federal, sob a acusação de racismo e desacato à autoridade.
A atitude dos manifestantes trouxe transtornos a funcionários e professores que ficaram, por quase toda manhã, impossibilitados de circular livremente pelo prédio, principalmente no Gabinete do reitor. Houve troca de agressões entre estudantes, membros do conselho e da segurança da Universidade. O reitor Amaro Lins, então, transferiu a reunião para seu Gabinete, onde o Conselho votou pela aprovação do projeto.
O reitor repudia a forma desrespeitosa e antidemocrática como os estudantes conduziram a manifestação, destacando que o projeto da UFPE-Reuni foi discutido desde setembro com toda a Universidade, por meio dos Conselhos Departamentais dos centros acadêmicos. Ainda na quarta-feira passada, a comissão encarregada de elaborar o projeto fez a última discussão com os centros para finalizar o projeto que foi apresentado ao conselho.
EXPEDIENTE – Editado pela Assessoria de Comunicação Social da UFPEReitor: Amaro Lins; Assessora de Com. Social: Vitória Galvão (DRT/PE 2.142);Edição: Renata Reynaldo.
Confira a seção de notícias no site da UFPE – http://www.ufpe.br
Fonte: Ascom/UFPE
Mesmo diante de um protesto de um grupo de estudantes que causou tumulto na Reitoria, o Conselho Universitário aprovou, na manhã de hoje (26), o projeto da UFPE que será incorporado ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Ministério da Educação. O projeto prevê, entre outros, a ampliação do número de vagas e de cursos de graduação, a contratação de professores e de técnicos administrativos, e a melhoria da assistência estudantil com, por exemplo, a elevação do número de bolsas para os alunos carentes e construção de restaurante universitário nos campi do interior.
A Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco foi invadida, pouco antes das 9h, por estudantes que pretendiam impedir a realização da reunião do Conselho Universitário. O grupo, com o apoio de alguns professores e técnicos administrativos, não permitiu a entrada dos conselheiros no auditório João Alfredo, onde são realizadas todas as reuniões do conselho, fazendo bastante barulho com apitos e instrumentos de percussão. Um aluno da UFPE foi detido e conduzido à Polícia Federal, sob a acusação de racismo e desacato à autoridade.
A atitude dos manifestantes trouxe transtornos a funcionários e professores que ficaram, por quase toda manhã, impossibilitados de circular livremente pelo prédio, principalmente no Gabinete do reitor. Houve troca de agressões entre estudantes, membros do conselho e da segurança da Universidade. O reitor Amaro Lins, então, transferiu a reunião para seu Gabinete, onde o Conselho votou pela aprovação do projeto.
O reitor repudia a forma desrespeitosa e antidemocrática como os estudantes conduziram a manifestação, destacando que o projeto da UFPE-Reuni foi discutido desde setembro com toda a Universidade, por meio dos Conselhos Departamentais dos centros acadêmicos. Ainda na quarta-feira passada, a comissão encarregada de elaborar o projeto fez a última discussão com os centros para finalizar o projeto que foi apresentado ao conselho.
EXPEDIENTE – Editado pela Assessoria de Comunicação Social da UFPEReitor: Amaro Lins; Assessora de Com. Social: Vitória Galvão (DRT/PE 2.142);Edição: Renata Reynaldo.
Confira a seção de notícias no site da UFPE – http://www.ufpe.br
ProtestoManifestação de estudantes ocupa reitoria da UFPE
ProtestoManifestação de estudantes ocupa reitoria da UFPE
Publicado em 26.10.2007, às 09h44
Do JC OnLine
Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupam, na manhã desta sexta-feira (26), a Reitoria da instituição para ato em protesto contra o Plano de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni. De acordo com a organização, cerca de 200 estudantes se encontram no local, em situação de conflito com a polícia. Um deles, ainda não identificado, foi preso. Protestos semelhantes ocorreram nas universidades federais de do Paraná (UFPR), Rio de Janeiro (UFRJ), Fluminense (UFF), São Paulo (UNIFESP) e Bahia (UFBA). O objetivo dos manifestantes é impedir a realização da reunião do Conselho Universitário da UFPE que decidirá a adesão ou não da instituição ao Reuni. A principal queixa do Comitê contra o plano é que não houve diálogo com a comunidade acadêmica sobre o projeto que trará mudanças para às universidades públicas. Eles reivindicam um plebiscito oficial puxado pela reitoria para que a opinião da maioria seja ouvida.A Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe) considera que a adesão ao Reuni trará o aumento de trabalho sem reajuste salarial para os professores e alega que o plano proporcionará a desqualificaçã o do ensino superior e a quebra do tripé de base do ensino: Ensino, Pesquisa e Extensão.
http://jc.uol. com.br/2007/ 10/26/not_ 152690.php as 13:28 horário local
Publicado em 26.10.2007, às 09h44
Do JC OnLine
Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupam, na manhã desta sexta-feira (26), a Reitoria da instituição para ato em protesto contra o Plano de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni. De acordo com a organização, cerca de 200 estudantes se encontram no local, em situação de conflito com a polícia. Um deles, ainda não identificado, foi preso. Protestos semelhantes ocorreram nas universidades federais de do Paraná (UFPR), Rio de Janeiro (UFRJ), Fluminense (UFF), São Paulo (UNIFESP) e Bahia (UFBA). O objetivo dos manifestantes é impedir a realização da reunião do Conselho Universitário da UFPE que decidirá a adesão ou não da instituição ao Reuni. A principal queixa do Comitê contra o plano é que não houve diálogo com a comunidade acadêmica sobre o projeto que trará mudanças para às universidades públicas. Eles reivindicam um plebiscito oficial puxado pela reitoria para que a opinião da maioria seja ouvida.A Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe) considera que a adesão ao Reuni trará o aumento de trabalho sem reajuste salarial para os professores e alega que o plano proporcionará a desqualificaçã o do ensino superior e a quebra do tripé de base do ensino: Ensino, Pesquisa e Extensão.
http://jc.uol. com.br/2007/ 10/26/not_ 152690.php as 13:28 horário local
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
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