sábado, 5 de julho de 2008
DA CRIMINALIZAÇÃO À CORRUPÇÃO
DA CRIMINALIZAÇÃO À CORRUPÇÃO
Posted: 04 Jul 2008 02:41 PM CDT
A deslegitimação da política e o estranhamento do mundo
A criminalização dos movimentos sociais opera um movimento de deslegitimação dos sujeitos coletivos. Ao chamar o MST de criminoso, está-se a dizer que sua atividade, ou pior, o seu ser coincide com um crime. O reconhecimento do direito à terra como um direito humano e a reforma agrária deixam de ser propostas políticas para se tornarem associações à criminalidade. A análise é de Roberto Efrem Filho.
Por Roberto Efrem Filho*Os últimos acontecimentos no Rio Grande do Sul, envolvendo tanto as relações entre o Ministério Público e o MST, como aquelas entre os movimentos sociais e o Governo Yeda Crusius, expressam dois fenômenos cuja raiz histórica é a mesma: a marginalização da política no próprio debate político e a imposição do crime como seu cerne. Se, de um lado, a criminalização dos movimentos sociais agride as pautas da esquerda, do outro, permitir que a corrupção se torne um tema central para a esquerda pode reproduzir nela uma postura punitiva repleta de contradições. Explico.Nas faculdades de direito, o crime é habitualmente definido como um fato típico, antijurídico e culpável. Sigamos por partes, mesmo que superficialmente. "Típico" é o comportamento que se amolda ao tipo penal, ou seja, ao que está legalmente previsto como crime. Todo fato típico se presume "antijurídico", o que significa ser ele uma conduta contrária ao ordenamento jurídico. É possível, no entanto, que o fato seja típico, mas não antijurídico. É, por exemplo, o que acontece na legítima defesa, em que o sujeito comete o ato típico movido por um motivo tal capaz de eliminar a antijuridicidade. Por fim, o "culpável" se refere ao juízo de censura sobre a manifestação da vontade do autor de um fato típico e antijurídico. Em outras palavras: a um adolescente de 15 anos não pode recair a responsabilidade que se atribuiria a alguém adulto.O que nas faculdades de direito não se costuma pronunciar – e que também não consta nos códigos – é que o crime, além de ser um fato típico, antijurídico e culpável (coisa que só faz realmente sentido pra jurista) é algo classista, racista e machista. Está em sua historicidade a defesa do patrimônio e, conseqüentemente, de quem o detém. Verifica-se com facilidade a enorme quantidade de normas protetoras da propriedade presentes no Código Penal. A relevância garantida pelo ordenamento a essas normas se torna ainda mais evidente quando as comparamos às normas protetoras do direito à vida. As penas daquelas são as mesmas destas, senão maiores. Ao ato de furtar um veículo em Pernambuco e levá-lo para a Paraíba (Art. 155, §4º do CP) pode-se aplicar uma pena superior a do ato de matar alguém (Art. 121 do CP).Percorre o senso comum a afirmação segundo a qual "só quem vai para a cadeia é pobre e preto". A não ser que se admita o pressuposto - silencioso, mas eficaz - de que as pessoas negras e pobres são "naturalmente mais desonestas", há de se notar a quem o direito penal se dirige diretamente. O crime, portanto, pode até ser um fato típico jurídico e culpável, entretanto, bem provavelmente, só será mesmo tudo isso se for ele impingido contra alguém pobre, negro e homem. Sim, "homem", dado ser ao homem, notadamente ao homem jovem, que o modelo de masculinidade hegemônica dita o exercício da violência.Pois bem. É diante desse "crime" que o Estado pratica aquilo o direito chama de violência legítima: a polícia prende. De fato, a polícia bate, tortura, prende e, inúmeras outras vezes, tortura, mas ficarei só com o "prende" para considerar de antemão a lei. Esta, por sua vez, deve ser aplicada pelo Poder Judiciário de forma imparcial no julgamento do fato. Tal "imparcialidade" teria o condão de afastar a política e os valores. Segundo a tradição jurídica, relevantes são o fato e o direito, nada mais. É exatamente aqui que eu gostaria de chegar.A criminalização dos movimentos sociais opera um movimento de deslegitimação dos sujeitos coletivos. Ao chamar o MST de criminoso, está-se a dizer que sua atividade, ou pior, o seu ser coincide com um crime. Crime, sendo típico, antijurídico e culpável, deve ser julgado com "imparcialidade" pelo Judiciário. Se o MST é caso de polícia e de "Justiça", definitivamente não é possível tê-lo como um agente político legítimo, cuja expressão deve ser respeitada. Fechado está o ciclo, desse modo: o MST vai preso e, a partir daí, a democracia se realiza saudavelmente. É de se notar ademais que a criminalização do MST vai além do Movimento, atingindo sobremaneira suas causas e reivindicações. O reconhecimento do direito à terra como um direito humano e a reforma agrária deixam de ser propostas políticas para se tornarem associações à criminalidade.Algo análogo se dá com a corrupção. Os meios de comunicação de massa têm trazido à tona escândalos atrás de escândalos. São cartões e dossiês, sanguessugas e mensaleiros. A corrupção ocupa manchetes e primeiras páginas. Aqui, no entanto, mais do que deslegitimar certos sujeitos coletivos, movimentos sociais ou partidos políticos, fere-se a esfera política como um todo: "política é coisa de ladrão". O resultado é a desesperança: "este país não tem jeito". Isso, ao tempo em que se espera do Poder Judiciário imparcial que cumpra ele sua função de punir os responsáveis pelos fatos denunciados pela mídia imparcial. Novamente, fecha-se o ciclo.É certo que a ficção da imparcialidade cumpre nesse processo seu papel. Ela despolitiza o Judiciário e também a mídia, permitindo que eles colaborem com a despolitização dos movimentos e da própria política, ambos anulados como caminhos para a transformação do mundo. Reproduz-se daí um estranhamento, restando inviabilizada qualquer alternativa ao estabelecido. Na criminalização dos movimentos isso é latente. Cala-se a voz do outro, nega-se a alteridade, o dissenso, presume-se o consenso, o inevitável, o natural.Basicamente, embora eu reconheça os limites deste breve texto, é no contexto descrito acima em que reside o perigo de a esquerda se utilizar de "escândalos" – os do Governo de Yeda Crusius, por exemplo – como bandeiras suas para revidar a criminalização por ela historicamente sofrida. Por mais que as denúncias dos crimes cumpram uma função de desmistificação da imagem "pura e ética" usualmente atribuída a certos partidos, como o da Governadora em questão, não devem ser elas o centro do debate. De outra forma, repetir-se-ia e respaldar-se-ia pelas mãos da esquerda a despolitização tradicionalmente conduzida pelas classes dominantes, responsável pela criminalização não só do MST, mas da luta, da classe trabalhadora, da práxis libertadora e – sem dúvida – do sonho.*Roberto Efrem Filho é mestrando em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco.
Unegro Vinte anos de Luta!
Unegro Vinte anos de Luta!
Convida a todos a participar de sua festa :
Sábado, 05 de Julho
Exibição de vídeo e debate
Coquetel comemorativo
Apartir das 19 hs
Local Mercado da Ribeira – Sitio Histórico – Olinda
Domingo, 06 de Julho
Roda de Samba com Jorge Ribas e o Fino do Samba.
Participações Especiais de :
· Paulo Izidoro;
· Anastácia Rodrigues.
· Samba Sim
Desfile de Moda Afro-Brasileira com o Salão Afro Batalodê
Capoeira com o Abauna e o Angola Mãe
Apartir das 15hs
Local Mercado da Ribeira – Sitio Histórico – Olinda
contato:
unegro_pe@hotmail.com
Colar de histórias - Eduardo Galeano- pronunciamento ao receber o titulo de primeiro cidadao ilustre do Mercosul
Colar de histórias - Eduardo Galeano- pronunciamento ao receber o titulo de primeiro cidadao ilustre do Mercosul
04/07/2008 - 01h07Colar de histórias
Por Eduardo Galeano*
Nossa região é o reino dos paradoxos.Brasil, peguemos alguns casos:Paradoxalmente, Aleijadinho, o homem mais feio do Brasil, criou as mais altas belezas da arte da época colonial;paradoxalmente, Garrincha, arruinado desde a infância pela miséria e pela poliomielite, nascido para a infelicidade, foi o jogador que mais alegria deu em toda a história do futebol;e, paradoxalmente, já completou cem anos de idade Oscar Niemeyer, que é o mais novo dos arquitetos e o mais jovem dos brasileiros.------------ -------Peguemos o caso da Bolívia: em 1978, cinco mulheres enfrentaram uma ditadura militar.Paradoxalmente, toda Bolívia riu delas quando iniciaram sua greve de fome.Paradoxalmente, toda Bolívia terminou jejuando com elas, até que a ditadura caiu.Eu conheci uma dessas cinco lutadoras. Domitila Barrios, no povoado mineiro de Llallagua. Em uma assembléia de operários das minas, todos homens, ela se levantou e fez todos se calarem.- Quero lhes dizer isto - disse. Nosso inimigo principal não é o imperialismo, nem a burguesia, nem a burocracia. Nosso inimigo principal é o medo, e o levamos dentro de nós.E anos depois reencontrei Domitila em Estocolmo. Expulsa da Bolívia, foi ao exílio, com seus sete filhos. Domitila estava muito agradecida pela solidariedade dos suecos, cuja liberdade admirava, mas eles lhe davam pena, tão solitários que estavam, bebendo sozinhos, comendo sozinhos, falando sozinhos. E lhes dava conselhos:- Não sejam bobos – dizia a eles. Nós, lá na Bolívia, nos juntamos. Ainda que seja para lutar, nos unimos.------------ --------- --E quanta razão tinha.Porque eu digo: Existem os dentes, e não se juntam na boca? Existem os dedos, e não se juntam na mão?Juntamos: e não apenas para defender o preço de nossos produtos, mas também, e sobretudo, para defender o valor de nossos direitos. Estão juntos, embora de vez em quando simulem rixas e disputas, os poucos países ricos que exercem a arrogância sobre todos os demais. Sua riqueza come pobreza, e sua arrogância come medo. Há bem pouco tempo, peguemos este caso, a Europa aprovou a lei que converte os imigrantes em criminosos. Paradoxo dos paradoxos: a Europa, que durante séculos invadiu o mundo, fecha a porta nos narizes dos invadidos, quando retribuem a visita. E essa lei foi promulgada com uma assombrosa impunidade, que seria inexplicável se não estivéssemos acostumados a ser comidos e viver com medo.Medo de viver, medo de dizer, medo de ser. Esta nossa região faz parte de uma América Latina organizada para o divórcio de suas partes, para o ódio mútuo e a mútua ignorância. Mas, somente estando juntos seremos capazes de descobrir o que podemos ser, contra uma tradição que nos adestrou para o medo e a resignação e a solidão e que cada dia nos ensina a não nos querermos, a cuspir no espelho, a copiar em lugar de criar.------------ --------- --------- --Ao longo de toda a primeira metade do século XIX, um venezuelano chamado Simon Rodríguez, andou pelos caminhos de nossa América, no lombo de mula, desafiando os novos donos do poder:- Vocês – clamava don Simon – vocês que tanto imitam os europeus, por que não os imitam no mais importante, que é a originalidade?Paradoxalmente, por ninguém era ouvido este homem que tanto merecia ser ouvido.Paradoxalmente, o chamavam de louco, porque tinha o bom senso de acreditar que devemos pensar com nossa própria cabeça,porque tinha o bom senso de propor uma educação para todos e uma América de todos, e dizia que aquele que não sabe, qualquer um o engana e aquele que não tem, qualquer o compra.Porque tinha o bom senso de duvidar da independência de nossos países recém-nascidos:- Não somos donos de nós mesmos – dizia. Somos independentes, mas não somos livres.------------ --------- ---------Quinze anos depois da morte do louco Rodríguez, o Paraguai foi exterminado. O único país hispano-americano verdadeiramente livre foi paradoxalmente assassinado em nome da liberdade. O Paraguai não estava preso na jaula da dívida externa, porque não devia um centavo a ninguém, e não praticava a mentirosa liberdade de comércio, que nos impunha e nos impõe uma economia de importação e uma cultura de impostação.Paradoxalmente, após cinco anos de guerra feroz, entre tanta morte sobreviveu a origem. Segundo a mais antiga de suas tradições, os paraguaios nasceram da língua que lhes deu nome, e entre as ruínas fumegantes sobreviveu essa língua sagrada, a língua primeira, a língua guarani. E em guarani ainda falam os paraguaios na hora da verdade, que é a hora do amor e do humor.Em guarani, ñe' significa palavra e também significa alma. Quem mente a palavra, trai a alma.Se te dou minha palavra, me dói.------------ --------- --------- -Um século depois da guerra do Paraguai, um presidente do Chile deu sua palavra, e se deu.Os aviões cuspiam bombas sobre o palácio do governo, também metralhado pelas tropas de terra. Ele havia dito:- Eu, daqui, não saio vivo.Na história latino-americana, é uma frase freqüente. Foi pronunciada por uns quantos presidentes que depois saíram vivos, para continuarem pronunciando- a. Mas, essa bala não mentiu. A bala de Salvador Allende não mentiu.Paradoxalmente, uma das principais avenidas de Santiago do Chile se chama, ainda, Onze de Setembro. E não tem esse nome pelas vítimas das Torres Gêmeas de Nova York. Não. Leva esse nome em homenagem aos verdugos da democracia no Chile, com todo respeito por esse país que amo, me atrevo a perguntar, por puro senso comum: Não seria hora de mudar o nome? Não seria hora de chamá-la Avenida Salvador Allende, em homenagem à dignidade da democracia e à dignidade da palavra?------------ --------- --------- ---E saltando a cordilheira, me pergunto: Por que será que Che Guevara, o argentino mais famoso de todos os tempos, o mais universal dos latino-americanos, tem o costume de continuar nascendo? Paradoxalmente, quanto mais o manipulam, quanto mais o traem, mais nasce. Ele é o mais nascedor de todos.E me pergunto: Não será porque ele dizia o que pensava, e fazia o que dizia? Não será que por isso continua sendo tão extraordinário, neste mundo onde as palavras e os fatos muito raramente se encontra, e quando se encontram não se saúdam, porque não se reconhecem?------------ --------- --------Os mapas da alma não têm fronteiras, e eu sou patriota de várias pátrias. Mas, quero culminar esta pequena viagem pelas terras da região evocando um homem nascido, como eu, aqui por perto.Paradoxalmente, ele morreu há um século e meio, mas continua sendo meu compatriota mais perigoso. Tão perigoso é que a ditadura militar do Uruguai não pôde encontrar uma única frase sua que não fosse subversiva, e teve que decorar com datas e nomes de batalhas o mausoléu que ergueu para ofender sua memória.A ele, que se negou a aceitar que nossa pátria grande se rompesse em pedaços;a ele, que se negou a aceitar que a independência da América fosse uma emboscada contra seus filhos mais pobres,a ele, que foi o verdadeiro primeiro cidadão ilustre da região, dedico esta distinção, que recebo em seu nome.E termino com palavras que lhe escrevi há algum tempo:1820, Paso del Boquerón. Sem voltar a cabeça, você afunda no exílio. O vejo, estou vendo-o: desliza do Paraná com agilidade de um lagarto e afasta flamejando seu poncho esfarrapado, ao trote do cavalo, e se perde na mata. Você nos diz adeus à sua terra. Ela não acreditava. Ou, talvez, você não sabe, ainda, que parte para sempre.A paisagem fica cinza. Você vai, vencido, e sua terra fica sem alento.Lhe devolverão a respiração os filhos que nascerem, os amantes que chegarem? Os que dessa terra brotam, os que nela entram, serão dignos de tristeza tão profunda?Sua terra. Nossa terra do sul. Você lhe será muito necessário, don José cada vez que os ambiciosos se lastimarem e a humilharem, cada vez que os bobos a considerarem muda ou estéril, você fará falta. Porque você, don José Artigas, general dos simples, é a melhor palavra que ela pronunciou. (IPS/Envolverde)* Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina, Memórias do fogo e Espelhos/Uma história quase universal.Montevidéu, julho/2008 Crédito de imagem: Drawing Hands de M.C. Escher
"Maio de 68: os anarquistas e a revolta da juventude".
As editoras Imaginário e Faísca acabam de publicar, juntas, o belíssimo livro "Maio de 68: os anarquistas e a revolta da juventude". O livro é umacompilação de artigos que discute o evento libertário de 1968 na França,a partir de uma perspectiva anarquista. São 136 páginas dedicadas a 9 artigose um caderno colorido especial com cartazes da época.ÍNDICE:1. Prefácio * Alexandre Samis2. Foi apenas o começo, continuemos o combate! * Hugues Lenoir3. Maio de 68: o início de uma luta prolongada? * Hélène Hernandez4. Cartazes do "Atelier Populaire de la École de Beaux Arts" de Paris5. Maio de 68: sob as dobras da bandeira negra * Maurice Joyeux6. A Federação Anarquista e a revolta da juventude * Maurice Joyeux7. O Movimento 22 de Março - Entrevista com Jean-Pierre Duteuil8. O Extraordinário * Noir et Rouge9. O Congresso Internacional Anarquista de Carrara * Michel CavllierPreço: R$ 29,00Para verificar o valor do frete e comprar, escreva para:vendasfaisca@riseup.net
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Manuela d'Ávila prestigia UJS em discurso para membros da Câmara dos Deputados
FONTE: http://www.ujs.org.br/2008/junho/24unho01.asp
Manuela d'Ávila prestigia UJS em discurso para membros da Câmara dos Deputados
Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, tenho a honra de vir hoje a esta tribuna, para trazer ao conhecimento desta Casa os debates que mobilizaram milhares de jovens este ano. Estes jovens participaram das diversas etapas do 14º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista – UJS, entidade da qual eu faço parte com muito orgulho.
Participaram deste 14º Congresso 82 mil jovens, entre militantes e novos filiados, de 780 cidades. A UJS é uma das maiores entidades do movimento social do país, e uma das maiores entidades juvenis do mundo, tendo hoje 130 mil filiados.
Nos honraram com sua presença o vice-presidente da República, José Alencar, o secretário geral da Presidência, Luiz Dulci e o ministro do esporte Orlando Silva, representantes das juventudes partidárias do PT, PDT, PSB, representantes da UNEGRO e da UNE. Além de contarmos com a presença de várias delegações estrangeiras.
Os 1215 delegados reunidos em São Paulo, discutiram propostas para as políticas públicas de juventude, cultura, emprego e principalmente o socialismo com a cara da juventude e do Brasil.
Fundada em 1984, a UJS foi presidida pelo ex-presidente desta casa, deputado Aldo Rebelo e tem sido uma escola para milhares de jovens que querem mudar o nosso país através da política. Digo com muito orgulho que a UJS continua sendo minha referência. A ousadia é uma característica própria da juventude e a UJS é uma entidade que valoriza e estimula a ousadia, a coragem, a criatividade dos jovens.
A UJS mudou seu estatuto e agora aprofundou ainda mais seu caráter democrático, ampliando o espaço das diversas frentes de atuação da juventude como o hip-hop, glbtt, cultura, ciência e tecnologia, esporte.
Termino esta comunicação destacando o trecho final do manifesto da UJS, que em minha opinião resume muito bem as propostas e objetivos da nossa entidade:
"É para construir esta vida nova que te convidamos. A solidão não cabe para nós, pois vivemos a luta deste tempo – cruel sim, mas também desafiador. Juntos escreveremos a história desse novo Brasil que desejamos. Aqui, na União da Juventude Socialista, vão se encontrar as bandeiras vermelhas, verde-amarelas e os nossos anseios, nossa rebeldia, nossa solidariedade e a luta diária pelo socialismo. Não nascemos para o silêncio, nascemos para cantar e viver outra vida, melhor e mais justa. Assim será a república de trabalhadores que ajudaremos a construir. Nela estarão 'os meninos e o povo no poder...'. Nela estará hasteada bem alta a bandeira do socialismo e, nas faces, estampada a nossa alegria".
Muito obrigada.
Deputada Manuela d´Ávila
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Intimidar Defensores de Direitos Humanos: a quem interessa?
Intimidar Defensores de Direitos Humanos: a quem interessa?
Mais uma vez o sitio do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ é atacado
No dia 16 de junho de 2008 o sitio foi invadido e, dessa vez, todas as informações ali contidas foram apagadas. A partir do dia 18 – após a publicação da nota Tortura, Morte e Corrupção:
Atuação das Forças Armadas, denunciando mais uma “morte em treinamento” e a invasão do Morro da Providência, no centro do Rio, desde dezembro de 2007, por militares do Exército que “venderam” de três jovens moradores daquele morro à traficantes do Morro da Mineira – todo sitio foi completamente apagado.
Em junho de 2006, a página intitulada “Denúncias” do sitio www.torturanuncamais-rj.org.br com informações sobre os militares brasileiros que receberam treinamento na “Escola das Américas”, os Dossiês de alguns torturadores denunciados no “Projeto Brasil Nunca Mais”, elaborado pela Arquidiocese de São Paulo e divulgado pelo GTNM/RJ, além de outras informações sobre violadores de direitos humanos, também foram apagadas do sitio.
Ações como estas que têm como objetivo principal a intimidação e a censura devem ser repudiadas, são tentativas desesperadas de impedir a divulgação de atos indignos, de produzir o esquecimento e de perpetuar o silêncio sobre fatos que ocorreram em um passado recente e que ainda hoje continuam acontecendo.
Entendemos que, além do repúdio e da indignação que esses fatos causam, torna-se necessário trazê-los ao conhecimento de toda a sociedade.
Queremos tornar público, e em especial para aqueles que se julgam senhores e donos da história do Brasil, que não nos calaremos, que não nos intimidamos com estes tipos de ameaças.
Continuaremos afirmando nossa luta no sentido de trazer para o conhecimento de todos as violações de direitos humanos cometidas em nome da segurança nacional e as que ainda hoje ocorrem em nome de uma pseudo governabilidade.
Pela Vida, Pela Paz, Tortura Nunca Mais!
Rio de Janeiro, 01 de julho de 2008
Lançamento seguido de debate do documentário A GRANDE PARTIDA: ANOS DE CHUMBO
DIA 4/7 - sexta 19h - Lançamento seguido de debate do documentário
"A GRANDE PARTIDA: ANOS DE CHUMBO"
Filme baseado no livro homônimo
de autoria do petroleiro Francisco SORIANO de Souza Nunes
franciscosoriano@agrandepartidaanosdechumbo.com
página do livro com o mesmo título:
http://agrandepartidaanosdechumbo.com/autor.htm
Local: Av. Rio Branco, 241 - Centro Cultural da Justiça Federal –
Cinelândia - Centro-RJ
Sinopse:
Depois do livro "A Grande Partida: Anos de Chumbo", o
petroleiro Francisco Soriano reuniu vários companheiros,
sobreviventes da ditadura de 1964, para juntos "relembrarem a saga
vivida na luta legal e clandestina, buscando a libertação da
sociedade brasileira, submetida ao terrorismo do Estado policial".
São relatos, antes silenciados pelos traumas do regime, que nos
passam informações preciosas dos últimos cinqüenta anos do Brasil.
Soriano acrescenta que o seu novo trabalho "É também uma renovação
de esperança e um chamamento à luta pela emancipação do povo e da
nossa Nação". Já Cecília Coimbra, uma das entrevistadas (presidente
do "Tortura Nunca Mais" - GTNM-RJ - www.torturanuncamais-rj.org.br),
lembra que "Quando a gente quebra o silêncio, a gente quebra o
esquecimento. A gente está afirmando: valeu a pena" .
Informações: (21) 2295-5735 / 9963-3605.
Ficha Técnica
Título: A Grande Partida, Anos de Chumbo
Duração: 59 minutos
Apresentação: Francisco Soriano
Direção e edição: Peter Cordenonsi
Produção e pesquisa: Vera Moderno
Música: Valsa Sentimental, Francisco Soriano
Som direto: Thiago Sobral
Fotografia: Tiago Scorza
Design gráfico: Clarissa Piveta e Sarah Soriano Espínola
Entrevistados no vídeo:
Antônio Modesto da Silveira
Cecília Maria Bouças Coimbra
Chico Buarque de Holanda
Dulcina Regina Ribeiro Molina
Edson Gonçalves Soares
Edson Teixeira de Queiroz
Graciela Rodriguez
Ilma Horsth Noronha
Iris Soriano Míglio
Ivone Espínola de Souza Nunes
Jarbas Silva Marques
Jean Marc Von Der Weid
José Milton Tayah de Melo
Linda Tayah de Melo
Marcos Penna Sattamini de Arruda
Maria Aparecida Anchieta Sales
Maria José Haueisen Freire
Mariene Nunes de Campos
Mozart João de Noronha Mello
Nilmário de Miranda
Oda Soriano Nunes
Petrônio Míglio
Rodrigo José Farias Lima
Rômulo Noronha de Albuquerque
Rubim Santos Leão de Aquino
Sebastião Medeiros Filho.
Componentes da Mesa Confirmados:
Francisco Soriano
Jean Marc
João Luiz Pineau
Marcos Arruda
Modesto da Silveira (moderador).
UNE e UBES de volta pra casa: campanha pela reconstrução da sede ganha reforço
COMENTÁRIO DE OTÁVIO LUIZ MACHADO: apoio privado para entidade privada era o mais justo. Desde que não entre recursos públicos mascarados de privados. A família já está toda bem, agora só falta ter uma casa para abrigar todo mundo.
FONTE: http://www.une.org.br/
2 de julho de 2008
UNE e UBES de volta pra casa: campanha pela reconstrução da sede ganha reforço
Um vídeo de 17 segundos veiculado na rede Globo de televisão ressalta a importância das entidades na luta pela consolidação da democracia e incentiva a doação de recursos para a reconstrução da sede
1º de fevereiro de 2007. A data certamente já garantiu espaço nas páginas dos próximos livros que contarão a memória do movimento estudantil brasileiro. Foi neste dia, uma quinta-feira de calor na capital carioca, que estudantes de todas as regiões do País ocuparam as ruas do Aterro do Flamengo, na zona Sul do Rio.
O fim da linha para a histórica manifestação foi o terreno onde ficava a sede da UNE e da UBES incendiada pela ditadura militar em 1964 e onde funcionava um estacionamento irregular. Foram meses de acampamento para garantir a volta pra casa.
Um ano de três meses se passaram desde então, quando em 9 de maio deste ano a justiça reafirmou a manutenção de posse do terreno em favor das entidades. O sonho de ver de pé o prédio de treze andares projeto pelo arquiteto Oscar Niemeyer vem sendo acalentado desde o dia em que, tomados pela emoção da volta pra casa, estudantes retomaram seu espaço.
Para ter esse sonho transformado em realidade, diretores da UNE e da UBES arregaçaram as mangas em uma grande campanha nacional pela reconstrução da sede. O objetivo é que o mesmo Estado que, em um período de exceção democrática, incendiou e demoliu a sede das entidades, a reconstrua.
"Meu apoio é concreto" já conta com o apoio de personalidades do mundo político, artístico, acadêmico e dos esportes. A campanha ganhou um importante reforço: um vídeo que incentiva a doação de recursos para reconstrução da sede.
A vinheta de 17 segundos, veiculada na rede Globo de televisão desde o dia 19 de junho, reforça a participação da UNE e da UBES no processo de consolidação da democracia e importante papel dos estudantes na luta pela liberdade de expressão e construção de um Brasil mais justo e solidário. As doações poderão ser feitas através da conta bancária: Banco do Brasil - Agência 1537-7, Conta Corrente 20364-5
href="http://www.une.org.br/home3/movimento_estudantil/movimento_estudantil_2007/imgs/doe_pelo_site.wmv">
Memória do Movimento Estudantil da Rede Globo: Responsabilidade Social Corporativa ou apropriação de recursos públicos via Fundação Roberto Marinho?
Memória do Movimento Estudantil da Rede Globo: Responsabilidade Social Corporativa ou apropriação de recursos públicos via Fundação Roberto Marinho?

O XXIV Encontro de Pró-reitores de Extensão
O XXIV Encontro de Pró-reitores de Extensão
De 3 a 5 de julho será realizado o XXIV Encontro Nacional do Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras que esse ano será sediado na Universidade Federal do Paraná. O tema central do encontro será "Extensão Universitária: produção de conhecimento e compromisso social." O encontro visa a articulação e o fortalecimento das pró-reitorias das intituições públicas bem como a divulgação de suas atividades e projetos de extensão.
Comentário a um trecho do discurso do Ministro Tarso Genro: radicalóide é a sua ignorância quanto à luta dos estudantes
FONTE: http://www.une.org.br/home3/educacao/educacao_2007/m_12844.html
30 de junho de 2008Estudantes entregam carta de reivindicações ao ministro da Educação durante 1º Encontro do ProUni do RS
Entre os pontos para o aperfeiçoamento do Programa estão a necessidade de uma regulamentação única do ProUni para todas as universidades, mais clareza nas informações aos bolsistas e candidatos, a demanda por Assistência Estudantil, a qualidade do ensino e o combate ao preconceito e à discriminação
Uma universidade democrática, com todas as cores e classes sociais. Foi esse o princípio defendido durante o 1º Encontro de Estudantes do Prouni do Rio Grande do Sul, organizado pela UNE e realizado na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) no último sábado (28).
O Encontro discutiu o programa Universidade Para Todos, criado pelo Governo Federal em 2004, que oferece bolsas de estudo em universidades particulares para estudantes oriundos de escolas públicas. Os prounisistas formularam uma carta com reivindicações para o aperfeiçoamento do programa, lida e entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad. Entre os pontos para o aperfeiçoamento do Programa estão a necessidade de uma regulamentação única do ProUni para todas as universidades, mais clareza nas informações aos bolsistas e candidatos, a demanda por Assistência Estudantil, a qualidade do ensino e o combate ao preconceito e à discriminação
Também estiveram presentes no Encontro o ministro da Justiça, Tarso Genro, a presidente da UNE, Lúcia Stumpf e a universitária Tayara Maronesi, representante dos bolsistas no evento.
Tayara, filha de um porteiro e uma dona de casa, falou da realização do sonho de cursar o Ensino Superior: "Sem o esse projeto, talvez eu não estivesse cursando uma faculdade. O Prouni mudou a cara da universidade brasileira e tornou possível que jovens de famílias pobres possam correr atrás dos seus sonhos. Aproveitamos a oportunidade e mostramos que somos capazes".
A presidente da UNE lembrou que a reestruturação da universidade é uma luta dos estudantes há vários anos e começa a tomar forma a partir de iniciativas como o Prouni. Discutiu a necessidade de romper os muros que impedem que os jovens de escolas públicas se formem no Ensino Superior. "Queremos uma universidade do povo, com a nossa cara, que será construída a partir das nossas mãos", disse.
Tarso Genro, ministro da Educação na época da criação do programa, colocou o Prouni em prática. O ministro falou sobre as dificuldades de aceitação do Prouni e as especulações que surgiram na época de implantação do projeto. Segundo Genro, os proprietários de universidades privadas se assustaram com a idéia de estatização de parte das vagas. Disse também que estudantes de universidades públicas rejeitaram a proposta, afirmando que o Prouni iria desestruturar o Ensino Superior. "Os radicalóides adotaram o mesmo discurso das elites", afirmou Genro.
Outra especulação, lembrou Genro, surgiu por parte de colunistas de jornais e revistas, que acreditavam que os estudantes oriundos de escolas públicas eram incapazes de ter um bom desempenho nas instituições particulares. "Na época eu dava risada, e hoje provamos que essa concepção era absurda. As melhores notas do Enade foram dos bolsistas do Prouni", argumentou.
Haddad reforçou a idéia de que a classe social não influencia na capacidade intelectual. Sobre as reivindicações dos estudantes, disse: "me comprometo a encaminhar cada uma delas, acredito que são coerentes". E completou: "Assim como ótimos estudantes, vocês serão profissionais maravilhosos e ajudarão a construir um novo Brasil", concluiu.
Leia abaixo a carta dos estudantes bolsistas do ProUni do Rio Grande do Sul.
Carta do Rio Grande do Sul
"Na mudança do presente a gente molda o futuro." Gabriel O Pensador
Entendemos a universidade como o local aonde a formação têm como objetivo preparar profissionais para as carreiras de base intelectual, científica e técnica. Mas também compreendemos como o local em que surge a oportunidade da "ampliação" da mente humana; a partir do contato com o saber e a sua busca, o estudante tem um prolongamento de sua visão e o alargamento de sua imaginação. O desenvolvimento do saber também é entendido como funções da universidade, ela não só cultiva e transmite o saber, mas também descobre e aumenta o conhecimento humano além de ser a transmissora de uma cultura.
Entretanto, esse processo organizou-se de forma distinta: a universidade começou a trabalhar a fim de responder as demandas do mercado de trabalho, e por isso transformou-se em elemento de produção, abandonando sua função de formação de pensadores e assumindo uma postura de formar profissionais com um papel programado na economia de mercado.
Para a universidade brasileira restam duas opções: assumir e auxiliar a elite brasileira na construção de uma sociedade autoritária e segregadora ou optar por ser um instrumento da construção de uma sociedade igualitária, rompendo com a segregação e construindo uma nova política universalizada que a sociedade possa contribuir com o desenvolvimento do ensino e da qualificação profissional do nosso país.
A universidade, através da educação, tem o papel de politizar, orientar, e formar. Essa formação deve ser estendida a todos, sem discriminação; visando a construção de uma universidade mais ampla, diversificada e igualitária.
No decorrer da história nacional, o acesso às instituições de ensino superior ficou limitado a uma camada da sociedade na qual alunos de baixa renda não estavam inclusos. E, portanto, privando a essas pessoas o conhecimento, as experiências e realizações que o curso superior permite.
A juventude é a maior parcela da população brasileira, sendo o setor que mais sofre com desemprego, violência, ausência de políticas públicas e com a precariedade do acesso à educação. O caráter elitista da universidade é uma das suas marcas mais difíceis e a mais necessária de ser rompida. O Brasil precisa de muitos braços, mentes e corações para construir um caminho de crescimento soberano e com justiça social, e para isso, não é mais possível perder a energia criativa de cada criança que está fora da escola e das milhares que não chegam ao ensino superior. A democratização da cultura, do acesso ao conhecimento é essencial para a formação de indivíduos livres e críticos a serviço da nação.
Um sistema de educação superior pode ser caracterizado por acesso de elite se 15% da juventude de 18 a 24 anos estiver na universidade, por acesso de massa se a parcela for de 15 a 40% e o acesso universal acima de 40%. Países da Europa, EUA, Canadá, Coréia, dentre outros, já alcançaram o patamar de um ensino superior de massa. No Brasil ainda estamos na marca de 12,1%.
O ProUni está garantindo mudanças na forma de acesso à universidade, hoje cerca de 400 mil alunos estão na graduação.
Assim, o Programa Universidade para Todos somado à expansão das Instituições Federais de Ensino Superior e ao Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades (REUNI), o governo Lula visa ampliar significativamente o número de vagas na educação superior, contribuindo para o cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê a oferta de educação superior até 2011 para, pelo menos, 30% dos jovens de 18 a 24 anos.
O Programa Universidade para Todos (ProUni), criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei n°11.096, de 13 de janeiro de 2005, é um exemplo de ação governamental pautada na responsabilidade de gerir políticas de inserção social.
A sua implementação foi em 2005, e desde então, o ProUni beneficiou, só no Rio Grande do Sul, mais de 23 mil pessoas. O mesmo tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda, em cursos de graduação, em instituições privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas que aderirem ao Programa. .
Outra importância do ProUni é a de criar perspectivas de fiscalizar e regulamentar as universidades particulares adeptas do programa. Este mecanismo é essencial em um país aonde empresários transformam educação em mercadoria, depreciando a qualidade da educação em troca de lucro. Hoje, no Brasil, aproximadamente 80% dos universitários estão em universidades privadas o que demonstra a força deste setor a ser regulamentado.
Dada a importância deste projeto no processo de inclusão social, por alterar o perfil econômico do estudante universitário brasileiro e abrir o debate sobre a regulamentação das universidades particulares, o ProUni é considerado pelo movimento estudantil um dos maiores projetos de democratização do acesso e moralização da universidade brasileira.
O ProUni se constitui em um esforço legítimo na direção da democratização do acesso à educação superior. Ideologicamente, o ProUni tem a sua responsabilidade social atrelada à defesa de ideais humanísticos, com base em princípios e valores como fraternidade, solidariedade, dignidade da pessoa, bem comum, eqüidade social e respeito à diversidade.
Como qualquer política pública nova, o ProUni ainda possui algumas demandas. Sendo assim, pontuaremos nesta carta as principais reivindicações que surgiram nas etapas preparatórias das universidades dos municípios do estado do Rio Grande do Sul.
RESOLUÇÕES
• Necessidade de uma regulamentação única do ProUni para todas as IES: - Normatização transparente dos processos de seleção. - Normatização clara e geral dos processos de renovação de bolsas. Definição pelo MEC de uma documentação padrão para a renovação; - Aumento do prazo do tempo para o aluno concluir a graduação, pois alguns cursos não possibilitam que o acadêmico trabalhe e estude, impossibilitando o aluno de manter-se na universidade, mas também mantendo-o fora do mercado de trabalho;- Distribuição uniforme das vagas para alunos do ProUni em diversos cursos;- Flexibilização das normas para a transferência de curso, turno ou campus, especialmente em situações que envolvam emprego e/ou moradia; - O percentual de aprovação é muito rígido (75%). Sendo que deveria levar em consideração questões pessoais da situação de vida do aluno, que possa ter lhe prejudicado no rendimento acadêmico;- Pelo fim das vendas das instituições de ensino superior privadas para empresas internacionais que passam, após a compra, a dominar muito mais de 50% do capital destas instituições;- Aumento da oferta do número de bolsas do ProUni de 8,5% para 12% por IES.A DRU (Desvinculação das Receitas da União), retira anualmente do orçamento da educação cerca de R$ 7 bilhões para pagamento de dividas. Os vetos de Fernando Henrique Cardoso ao artigo do PNE, impedem que os investimentos sejam de 7% do PIB, se mantendo hoje no patamar de 4,5% do PIB investidos em educação.
• A necessidade de maior clareza nas informações aos bolsistas e candidatos: - Qualificação dos veículos de serviço de atendimento do MEC, como site, e-mail e telefones disponíveis para atendimento do aluno bolsista do ProUni; - Orientação por parte do MEC, para que as IES definam equipes e designem responsáveis pelo atendimento ao estudante no âmbito dainstituição, com preparação adequada aos profissionais envolvidos; - Maior aproximação dos facilitadores inseridos nas IES ao aluno, mantendo boa comunicação, levando informações relevantes;- Facilitação no momento de apresentar a documentação a IES. Com maiores informações e aviso prévio.
• A situação do bolsista e a demanda por Assistência Estudantil: - Vinculação do valor da bolsa-permanência à base do salário-mínimo nacional; - Extensão da oferta de bolsa-permanência a todos os estudantes bolsistas do ProUni, que comprovarem a necessidade através da renda; - Que a bolsa-auxílio garanta ao aluno material didático (livros, xérox), moradia (principalmente para aqueles que saem de sua cidade natal para estudar em outro local), alimentação;- Normatização das atividades de monitoria, estágio e pesquisa pelo bolsista do ProUni. Pela possibilidade do bolsista experimentar a iniciação científica e pela inibição de monitorias e estágios não-remunerados sob o argumento de acúmulo de bolsas; - Para melhor avaliação quanto ao aluno ter por obrigação que manter a renda, pois isso deixa os alunos inseguros quanto a efetivação de emprego com carteira assinada, por medo de perder a bolsa;- 1/2 passe intermunicipal nos transportes utilizados pelos estudantes prounistas.
• A questão acadêmica e a qualidade do ensino: - Adoção de políticas de incentivo à pós-graduação; - Descontos para prounistas em cursos de línguas disponíveis nas IES;- Disponibilidade de vagas de estágio para estudantes prounistas, tendo como exemplo o programa da CAIXA Econômica Federal. - Criação de programa de emprego para estudantes recém graduados;
• Combate ao preconceito e à discriminação: - Pela não distinção de alunos prounistas dos demais alunos. Que o aluno bolsista tenha o mesmo tratamento do que o não bolsista pelas IES.
A inclusão dos jovens através do ProUni permite uma mudança "na cara" na universidade; alunos de origem humilde, com a experiência das dificuldades quando têm a oportunidade de acesso ao ensino superior empenham-se ainda mais para o alcance de seus objetivos (esse dado fica comprovado com os resultados publicados pelo MEC sobre o desempenho dos estudantes). Portanto, os profissionais formados a partir do programa têm uma visão de mundo distinta, pois compreendem as problemáticas da sociedade não só a partir da leitura e do estudo, mas também da própria vivência.
Entendemos que o projeto de ampliação de vagas aos alunos devem estender-se às universidades públicas e portanto nós bolsistas apoiamos o programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - REUNI, pois acreditamos que os dois programas serão um catalisador na educação, para as grandes transformações no rumo do desenvolvimento soberano do nosso país.
Portanto lutamos por uma nova universidade afim de construir este novo Brasil;por uma universidade que sirva ao interesse do nosso povo e para tal precisa ampliar radicalmente a sua oferta de vagas e repensar suas estruturas democráticas;uma universidade que supere os limites dos nossos currículos e que prepare os jovens para muito mais do que o exercício de sua profissão, e sim que forme brasileiros com capacidade crítica e consciente do seu papel na construção da história do nosso País.Nesse sentido, levantamos a bandeira da nova universidade! A bandeira da reforma da universidade Brasileira.
Parabéns Tarso pela criação do ProUniParabéns Haddad pela Ampliação do ProUniParabéns UNE por ser a entidade combativa garantindo as transformações do nosso PaísParabéns a todos ProUnistas por fazer parte da construção da reforma da educação.
"A gente quer ter voz ativa e no nosso destino mandar."Chico Buarque.Do Rio Grande do SulThays Leães(NetRepórter)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
UNE e UBES fazem vigília no Senado pela votação do projeto que extingue a DRU da Educação
de julho de 2008
UNE e UBES fazem vigília no Senado pela votação do projeto que extingue a DRU da Educação
Estudantes permanecerão nos corredores do Senado nesta terça (1) e quarta-feira (2), para pressionar parlamentares a votarem a proposta de emenda à Constituição (PEC nº 96/2007), que trata da extinção da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para os recursos destinados à Educação
Estudantes ligados a UNE e a UBES farão uma vigília nos corredores do Senado Federal em Brasília nesta terça (1) e quarta-feira (2) com o objetivo de pressionar parlamentares a votarem a proposta de emenda à Constituição (PEC nº 96/2007), da senadora Ideli Salvati (PT), que trata da extinção da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para os recursos destinados à Educação.
A senadora estima que com a saída da Educação da DRU, o que será feito ao longo dos próximos três anos, o setor receberá um valor superior a R$ 7 bilhões a mais por ano.
Para as entidades, a DRU diminui o investimento do Estado em educação, que é considerado, pelos estudantes, setor estratégico para o desenvolvimento do País. Por isso a DRU deve ser extinta para garantir a integralidade da destinação de 18% do orçamento da União para educação, assegurado em Constituição.
Os estudantes reafirmam que para a ampliação do acesso a educação com qualidade é preciso aumentar o grau de investimento do Estado em educação, que passa fundamentalmente pela extinção da DRU. Da Redação
Na UERJ, unidade da esquerda derrota a UNE governista
Na UERJ, unidade da esquerda derrota a UNE governista
Roberta Maiani e Rafael Machado, do Rio de Janeiro (RJ)
• Dos dias 23 a 27 de junho, ocorreram as eleições para o Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Foi uma disputa muito importante para o cenário nacional do movimento estudantil, pois esta era uma das únicas universidades públicas com DCE dirigido pelas forças do governo no movimento.A chapa “Nada Será Como Antes”, que saiu vitoriosa no processo, foi construída num processo democrático e muito rico em debates. Foi resultado da construção de um fórum de esquerda e de várias reuniões que aglutinaram ativistas dos mais diversos cursos dispostos a debater a situação da UERJ, elaborar um programa e construir um DCE de luta.A chapa enfrentou a UNE governista com todo o seu aparato e suas fraudes. Pautou o debate sobre o ReUni, as fundações de apoio e a necessidade de enfrentar os planos dos governos federal e estadual para a educação, assim como a reitoria da Universidade, que além de privatista é co-autora do projeto do REUNI.Apesar de a eleição ter ocorrido na semana de provas, a participação dos estudantes foi forte, e derrotou O DCE burocrático e governista, assim como já haviam feito os estudantes das federais.Na manhã de sábado, dia 28 de junho, encerrou a apuração dos votos, consagrando a vitória da chapa 2 – Nada será como antes. O resultado foi recebido com muita emoção e toda a alegria que se compartilha nas lutas.Esta vitória, somada à recente vitória no DCE da Universidade Federal de Goiânia de uma chapa com a mesma composição da UERJ, fortalece o Encontro Nacional dos Estudantes, marcado para o dia 2 de julho em Betim (MG). É mais uma demonstração do espaço que tem o movimento combativo para construir uma nova entidade nacional.
Fora UNE governista! Por una nova entidade nacional combativa, independente e de luta do movimento estudantil.Veja o resultado final:Chapa 1 (PCdoB/PT, apoiada pela reitoria): 2.032 votos (36,5%)CHAPA 2 (estudantes independentes de esquerda, PSTU e PSOL): 2.382 votos (42,8%)Chapa 3 (independentes da Engenharia e PDT): 1.111 votos (20%)Chapa 4 (PCR): 44 votos (0,79%)*No plebiscito sobre a forma de composição da diretoria, foi aprovada a MAJORITARIEDADE, com cerca de 60% dos votos válidos.
Resultado da eleição do DCE UERJ. Vitória da Chapa 2, "Nada será como antes", no âmbito das forças que compõe a Frente de Luta contra a Reforma Univer
Resultado da eleição do DCE UERJ. Vitória da Chapa 2, "Nada será como antes", no âmbito das forças que compõe a Frente de Luta contra a Reforma Universitária.
Companheiros,
segue resultado da eleição do DCE UERJ. Vitória da Chapa 2, "Nada será como antes", no âmbito das forças que compõe a Frente de Luta contra a Reforma Universitária .Mais uma derrota dos grupos governistas. O abandono de uma perspectiva democrática de condução das entidades, além do abandono do programa histórico de esquerda para a educação, começa a pesar a esses grupos, através de toda sorte de derrotas eleitorais e políticas nas entidades.
Saudações!Vítor Medeiros de Lucena ContrapontoAPS PSOL
-------------------
Prezados alunos,
É com entusiasmo que informo que a Chapa 2 – Nada será como antes venceu as eleições do DCE/2008 com 2382 votos, contra 2032 da Chapa 1 – Camarão que dorme a onda leva, 2a colocada.
A gestão assumirá com majoritariedade, que venceu o plebiscito com 3135 votos, contra 2045 da proporcionalidade.
A composição das chapas para o CONSUNI ficou: 4 membros da chapa 2 (eleita no CEH e CBIO), 2 membros da chapa 3 (pelo CTC) e 2 membros da chapa 1 (pelo CCS).
Para o CSEPE, ficaram: 3 membros da chapa 2 (2 eleitos no CEH e CBIO e a 3a vaga da 2a chapa percentualmente mais votada de todos os centros – no caso, chapa 2 no CCS), 1 membro da chapa 3 (pelo CTC) e 1 membro da chapa 1 (pelo CCS).
O resultado não é oficial pois este será dado pela comissão eleitoral oportunamente, mas os dados me foram passados por Bruno Freitas, aluno do Direito e membro da comissão.
Em anexo, a planilha geral detalhada com a votação total do DCE e por centro e conselho.
A Chapa 2 – Nada será como antes reafirma seu compromisso com a universidade pública e com a gestão transparente, democrática, participativa e integrada com os centros acadêmicos.
Abraços vitoriosos e obrigada pelos votos,
Thais Martinelli
Chapa 2 – Nada será como antes
Diga Não ao repasse de R$30 milhões do Governo Federal à UJS do PC do B

Diga Não ao repasse de 30 milhões do Governo Federal à UJS do PC do B
Por Otávio Luiz Machado
Finalmente a União Juventude Socialista do Partido Comunista do Brasil (UJS/PC do B) que se apossou da União Nacional dos Estudantes (UNE) foi à luta. Não se assustem, pois não é a luta para trazer conquistas aos estudantes, pela participação dos jovens no movimento estudantil ou para defender o povo brasileiro.
A luta deles é para a construção de um prédio no antigo terreno quando funcionou ali a histórica e guerreira UNE. Foi o momento de uma UNE representativa, altiva, lutadora, crítica e que não beijava os pés das elites.
A imagem do que será o prédio é fantástica. Um prédio luxuoso de 13 andares na Praia do Flamengo do Rio de Janeiro, que certamente contará com computadores de última geração, móveis combinando com o ambiente, carpetes e cortinas bem definidas. Tudo do bom e do melhor. Gosto não se discute. Só podemos discutir quem vai pagar a conta ,que estimada para baixo (R$30 milhões) e assim não assustar o contribuinte brasileiro que certamente pagará a conta toda ou parte dela. Eis a tônica do meu texto.
A direção da UNE (com o grupo UJS/PC do B) está pressionando o Governo Federal a liberar tais recursos com as justificativas mais esdrúxulas. E para tentar enganar os contribuintes que pagarão a conta, mais um efeito do marketing político está circulando na Rede Globo, agora buscando arrecadar da população brasileira recursos para a construção de um senhor prédio. Privado apoiar privado até tudo bem. É o mais coerente, pois a UNE do jeito que se encontra hoje não interessa mais ao conjunto dos brasileiros. Quem achar que sim que faça sua doação.
O Portal O Vermelho, que é o órgão do PC do B (Partido Comunista do Brasil), na sua versão on-line de 16 de Maio de 2008 trazia a triste notícia ao povo brasileiro:
"Reconstrução da sede: A presidente da UNE, em sua fala, enfatizou a luta por reformas estruturais no Brasil, a necessidade de se abrir os arquivos da ditadura e a luta da UNE pela reconstrução de sua sede. Nos próximos dias, o presidente Lula deverá se reunir com a direção da entidade para tratar do assunto (para tratar obviamente do maior interesse que a direção da UNE pretende conquistar que é a nova sede e não as reformas estruturais ou a abertura dos arquivos da ditadura). O valor a ser repassado para a construção do novo prédio é de cerca de 30 milhões de reais. ´O primeiro ato do regime militar foi destruir nossa sede. Agora é a hora da reconstrução´ (Ver em http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37440
É bom dizer que o dito repasse de R$30 milhões do Governo Federal não seria para a uma entidade nacional dos estudantes, mas para um grupo partidário que se utiliza da UNE há cerca de duas décadas para atender aos seus interesses particulares e imediatos. Tal grupo tem nome e sigla: União Juventude Socialista do Partido Comunista do Brasil (UJS/PC do B).
Sempre é bom dizer que o grupo (UJS/PC do B) comandante da UNE lá está há 20 anos enquanto a nossa ditadura civil-militar durou 21 anos. Sempre as mesmas caras, as mesmas idéias de fazer algo somente para o grupo e utilizando-se dó País para tal. O que cabe nos perguntar: é uma ação entre amigos? Ou trata-se de amigos em ação?
As justificativas do slogan da Campanha para "obrigar" o Estado Brasileiro a pagar mais essa conta para a UJS/PC do B em nome da UNE é inadequada e de profunda má fé: O mesmo Estado que destruiu a sede da UNE e da UBES tem agora o dever de recontruí-la". Vamos aos argumentos. Em 1964, o prédio da UNE foi incendiado por parte de setores de uma sociedade civil conservadora. Quanto a tal fato não há dúvida nenhuma. No mundo jurídico a autoria de um crime é o principal argumento para se condenar uma alguém a ressarcir via indenização, ser apenado e ser preso. O prédio foi incendiando pela sociedade civil organizada e a demolição do mesmo ocorreu pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Não foi o Governo Federal ou o Estado Brasileiro que promoveu tais atos.
Não há condições jurídicas para que o Governo Lula assuma tal compromisso, o que é diferente nos casos de prisões, torturas e mortes de militantes de esquerda durante a ditadura, que comprovadamente o Estado terá que assumir ainda mais do que já assumiu. A UNE apoiava Goulart, que era odiado por setores da direita organizada. Quando os golpistas estavam prestes a tomar o poder foi natural que eles apoiassem o terror. E grupos da sociedade civil que partiram para incendiar a sede de uma entidade que representava naquela época a mudança e estava com sua imagem muito associada ao Governo Goulart.
A própria entidade, em parceria com a Rede Globo trouxe tais elementos, embora o foco de tal projeto foi mesmo com a intenção de promover a promoção de tal grupo. Ou a UJS/PC do B não leu o material reproduzido ou não deram o mínimo ao que os depoentes gentilmente falaram. Ou as duas coisas juntas.
Vejam alguns trechos do material produzido pela UNE sobre o incêndio ao prédio da UNE:
1) Depoimento de Franklin Martins: "Boa parte dos estudantes que queimaram o prédio da UNE foram estudantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) da Faculdade de Economia".
2) Depoimento de Ferreira Gullar: "Nós voltamos para a UNE. Quando nós nos aproximamos, no carro, nós vimos que havia um tumulto muito grande em frente à UNE. E o carro foi avançando devagar, porque o trânsito não andava. De repente ficamos parados em frente à sede da UNE, e, em volta de nós, uma multidão furiosa, com bombas molotov e com revólveres, dando tiros e jogando bombas molotov na sede. Passavam pela nossa janela e eu, presidente do CPC, com medo de ser reconhecido e trucidado (riso). Enquanto isso, como eu soube mais tarde, o pessoal que tinha ficado na UNE fugiu pelos fundos do prédio, em face dessa investida dos lacerdistas e dos direitistas. Eu vi o momento e que a sede começou a pegar fogo. Então, nós voltamos para casa. Eu residia nessa época em Ipanema. Fomos atravessando todo o resto da Praia do Flamengo, o bairro de Botafogo, e entramos na rua Barata Ribeiro, que tinha bandeiras saldando o golpe. Era um clima bastante desagradável para nós. Havia um certo apoio, sobretudo da classe média, ao golpe, ao que estava acontecendo. Porque já tinha havido passeatas, manifestações da classe média, sobretudo, contra o governo João Goulart e, de certo modo, dando aval à sua derrubada".
3) Depoimento de Antônio Carlos Peixoto: "eu fui para o prédio da UNE. No prédio da UNE tinha uns trinta e poucos malucos fazendo coquetel molotov, umas garrafas cheias de gasolina, fazendo aqueles talhinhos na rolha... Para armar o coquetel molotov tem que ter um talho na rolha pra botar o pavio. Eu disse: "Vocês estão loucos, vocês vão morrer. Vocês vão ser trinta e poucos cadáveres dentro de muito pouco tempo. Aqueles que vieram aqui ontem de noite e metralharam, mas encontraram tropa da Aeronáutica aqui, eles vão voltar. E dessa vez não tem tropa da Aeronáutica não. Vocês vão morrer". Eu acho que talvez tenha sido a coisa mais útil que eu fiz na minha vida até hoje. Botei gente para fora de lá a ponta-pé e a pescoção, na base da autoridade, aos gritos: "Sai! Vai embora, some, desaparece!". Consegui convencer mais três ou quatro que me ajudaram nesta ingrata tarefa e aí eu fechei a porta da UNE, eu acho que eu fui a última pessoa que viu essa UNE. Fechei a porta e resolvi ir para casa. Também já tinha me mudado, estava morando na casa da minha avó, perto da Muda, na Tijuca. Então, em um primeiro arrastão, se eles não localizam dentro da casa onde o sujeito mora, não vão ter tempo de verificar a família, e tal. É preciso que estejam procurando especificamente aquela pessoa. Não ocorreu, nem ocorreria. Não era tão importante assim. E aí fui para lá, fui andando pela praia do Flamengo, começou a cair uma chuvarada, uma coisa horrorosa. Cheguei em frente à "estátua do índio" – o Monumento ao Índio Cuauhtemoc – debaixo de chuva e vi as primeiras labaredas saindo do prédio da UNE. Eles já o tinham incendiado. Nesse momento passa uma caminhonete, do Jornal do Brasil, e o indivíduo caridosamente – não sei se ele pressentiu alguma coisa, alguma solidariedade estranha que veio por fluidos esotéricos – me deu uma carona até a Praça da Bandeira. Passamos de longe em frente à UNE e eu a vi queimando mesmo. Então eu digo: "É, foi um pedaço da minha vida que foi embora". Depois disso eu vou tentar recompor os cacos, os pedaços, viajar para o interior do Brasil. Fui ao nordeste, percorri todos os estados do nordeste, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. Fui ao Rio Grande do Sul duas vezes, fui a Minas. Em junho, a direção do Partido me mandou para São Paulo, porque eu tinha uma cara muito manjada no Rio de Janeiro".
Nos depoimentos que coletamos ou tivessos acessos com esses ou tantos outros personagens das cenas acima descritas confirmam a presença de grupos de civis na liderança do incêndio do prédio da UNE em 1964. E não o Estado Brasileiro.
É bom dizer que as Organizações Globo, que a direção da UJS/PC do B se associa DESDE 2004 é a mesma Globo que gerou o clima para que a sociedade civil queimasse a sede da UNE. Mas não só ela obviamente. E é o grupo da mesma Rede Globo que liderou as elites para retirar o Collor depois que ele não conseguiu dialogar com elas mesmo tendo todo o seu apoio para ser eleito e iniciar o mandato. É a mesma Rede Globo que elegeu como liderança Lindberg Farias (na época estava no PC do B) para assumir a derrubada de Collor e assim retirar a imagem de golpista das nossas elites.
É estranho um grupo que se diz socialista ou comunista se associar à Rede Globo. È estranho a UNE que foi linchada pelas Organizações Globo, incluindo sendo chamada no momento de seu maior confronto com a ditadura civil-militar como EX-UNE. Agora em pleno Governo Lula e numa democracia consolidada a UNE ao assumir posições tal contraditórias e conservadoras contribui para a celebração do esquecimento e a inutilidade das lutas sociais.
Por outro lado, a derrubada do prédio da UNE foi organizada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. No depoimento do ex-Presidente da UNE Ruy Cesar está muito claro ao projeto UNE/Rede Globo:
"No dia seguinte à nossa visita ao prédio da UNE, apareceu na reitoria e na diretoria da escola que funcionava no prédio um laudo de que o prédio estava condenado. Os engenheiros da Prefeitura chegaram à conclusão de que o prédio cairia e que ele tinha que ser desocupado naquele momento. Então, os estudantes foram arrancados das carteiras. De repente, tinha um bando de estudantes e professores no meio da rua olhando para um prédio vazio. Todos foram retirados rapidamente. A Associação dos Engenheiros do Rio de Janeiro disse que não havia nenhum problema com o prédio. Eles queriam fazer um outro laudo, mas nem a polícia nem a Prefeitura deixaram a Associação entrar para fazer o outro laudo, e a gente começou a organizar manifestações. A imprensa começou a divulgar que a Prefeitura demoliria o prédio imediatamente, e a situação ficou bastante difícil. Nós começamos a organizar um conjunto de forças no Rio de Janeiro, e a polícia cercou o prédio com batalhões. Acho que havia quase três mil soldados na porta do prédio, fechando o prédio para que a gente não conseguisse acessar. E nós do outro lado, em frente, na Praia do Flamengo, com também outros três mil estudantes e parlamentares. Nós vivemos uns cinco dias de confronto, em frente a esse prédio, observando-os colocar as bombas para a implosão, tentando invadir. Fizemos várias tentativas de romper o cerco policial. O máximo que conseguimos foi pendurar uma bandeira numa sacada. Alguém me levantou, eu subi na sacada, e um guarda me puxou pelos pés. Nós fizemos uma batalha campal em frente à Praia do Flamengo. Heloneida Studart foi jogada da pista para o aterro, lá embaixo – acho que são uns quatro metros. Eles a pegaram pela cabeça e pelos pés e a jogaram na rua, de onde ela saiu toda ferida. Ela já era uma senhora. Raimundo de Oliveira teve o braço quebrado. Ele era deputado. Teve muita gente ensangüentada e que saiu perseguida pela polícia. Fomos parar na ABI, onde o presidente Barbosa Lima Sobrinho manifestou apoio. No dia seguinte, conseguimos dobrar o número de pessoas em frente ao prédio. Mas foi um episódio bastante frustrante, porque nós assistimos ao prédio cair. Eles implodiram o prédio na nossa frente. Na frente do prédio se travava uma verdadeira batalha, brutal. Policiais e estudantes brigando. Toda hora vinha um choque, jogavam bomba. Já havia um desejo de confronto. Nós estávamos desesperados. A gente queria invadir aquele prédio de qualquer jeito. O prédio desabou, toda a frente e o miolo, e ficaram aparentes somente o fundo e a abóbada do teatro. Foi um episódio extremamente doloroso. Acho que foi uma agressão à história do Brasil, um atestado de ignorância não só dos militares, mas também dos dirigentes do governo e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Uma incapacidade da opinião pública de reagir, um bando de estudantes solitários brigando pela preservação de um espaço, de um patrimônio, de uma forma completamente isolada".
----
A ditadura civil-militar realmente conseguiu o seu intento: transformou a UNE 40 anos depois num Diretório Nacional dos Estudantes. É uma entidade silenciosa, arrogante, atrelada de corpo e alma ao Governo Federal e sem projeto para o Brasil. É uma UNE que ficou no seu canto deixando o Congresso manter Renam Calheiros na Presidência do Senado. Várias emendas parlamentares e os apoios financeiros dos irmãos de Renan à UNE pesaram enormente. A UNE também não apresentou nenhuma crítica ao Governo Federal desde 2003. O apoio financeiro das estatais, dos Ministérios e do Governo Federal como um todo contribuiu enormemente para a tomada de posição que envergonhou o movimento estudantil e o fez retirar o apoio à UNE.
O apoio ao Governo Lula por esssa gente tem um motivo apenas: mais recursos públicos. Não é um apoio gratuito, desinteressado ou baseado numa ideologia política. É puro interesse financeiro.
Sem a luta de setores do povo brasileiro que luta, dos cerca de 40 milhões de jovens brasileiros - e não a presença de uns poucos mil membros do PC do B - ou o interesse que muitas políticas públicas na área de social que contempla ou seja bem vista por significativa parte dos quase 200 milhões de habitantes do nosso País a agenda social não estaria na ordem do dia.
Se hoje, a UJS/PC do B que tem sua imagem muito associada ao Governo Federal tocar fogo na sede dos partidos dos seus opositores como o PSOL ou o PSTU não significaria que o Estado apoiou tal atitude. Quando os militantes da UJS/PC do B partem para cima dos seus opositores com porrada não significam que eles estão falando em nome do Estado, porque se eles quiserem se tornar membros do Estado precisam prestar concursos públicos ou serem eleitos pelo voto universal do povo brasileiro. É bom dizer que nos congressos da UNE a direção não é eleita pelo voto universal dos seus representados (os estudantes). Então eles não entendem muito bom o jogo democrático.
A direção da UNE é considerada pelos estudantes brasileiros como vendida, chapa-branca, baba-ovo e outros termos menos amenos que não seria bom registrar aqui. E ainda: correia de transmissão do PC do B no movimento estudantil. Mas não é por menos. O Partido que comanda a UNE há quase vinte anos – o PC do B – já está de casa nova. O PC do B recebeu doação de cerca de R$600 mil da empresa que presta serviço à UNE na confecção das carteirinhas estudantis (a STB).
E a direção da UNE ainda espera que o anúncio do repasse público à UNE aconteceça ainda no clima de inauguração da sede do PC do B. Coincidências? Não! Seria o triunfo da arrogância e do desrespeito ao povo brasileiro. Seria o prêmio aos que abandonaram as lutas, o debate e a crítica e preferiram ficar omissos, o que na história da UNE nem na ditadura civil-militar (1964-85) havia acontecido, exceto num curto espaço de tempo nos anos 1950. No caso do PC do B, a luta sempre foi o seu forte, mas na atual conjuntura ele se apequenou.
A UJS/PC do B parece que ainda não percebeu a seriedade e das questões implicadas nas mesmas. Estamos falando de questões referentes aos direitos humanos, à democracia, à liberdade de expressão, ao acesso à cultura e à valores básicos de convivência entre os indivíduos, o que diversos tratados nacionais e internacionais promovem. Seria recomendável que a direção da UNE respeitasse as pessoas que construíram o movimento estudantil brasileiro, os inúmeros militantes estudantis que morreram defendendo o nosso País e a inteligência dos mais diversos atores sociais com que contracena cotidianamente.
Estamos num país de homens e mulheres que lutam diariamente de todas as formas num momento histórico muito especial e numa democracia já consolidada, o que exige idéias e práticas condizentes com tal realidade.Só posso dizer que é preciso separar o que é um tipo de atividade que a UJS/PCdo B realiza na UNE dp que é realizado pelos movimentos estudantis sérios e engajados. Colocar tudo na mesma panela é injusto com osmovimentos de luta e com o próprio povo brasileiro mais excluído que espera do movimento estudantil ações mais coletivas e não serviço de reprodução de grupo político.
Muitos setores do movimento estudantil seguem na luta e não compactuam com um pensamento único. E os jovens que tenho observado lutam a partir de um amplo debate de idéias e são muito autônomos e generosos, lembrando como disse o mais recente entrevistado do nosso projeto, que a grande herança de 1968 40 anos depois é que "lutar é necessário e é o mais importante".A campanha de doação espontânea que a UNE começa a circular na mídia para que qualquer cidadão brasileiro doe dinheiro para o seu intento tem que se devidamente verificando, levando-se em consideração que o acompanhamento da origem dos recursos e suas comprovações sejam rigorosas para que recursos públicos entrem para a entidade e acabe sendo contabilizado como "doação espontânea".
Há poucos meses a UNE tem promovido uma verdadeira campanha para mudar sua imagem de governista, corrupta e de entidade que não luta.O caso mais explícito do cinismo da UNE foi tentar apropriar-se da luta dos estudantes que ocuparam a UnB. Mas todos sabem que a construção, organização, deflagração e manutenção da greve da UNB foi liderada pelas instâncias internas do movimento estudantil da própria UnB. Como o mais puro cinismo e conveniência, a UNE puxou uma passeata para o final do mês de abril, que não mobilizou como deveria os estudantes, pois a UNE está distante dos estudantes. Como jogada de marketing foi excelente para a direção da UNE, pois os jornais "engoliram" e passaram a associar o que acontecia na UNB à questão proposta pela UNE. Não deu outra. Passou a ser a líder, o que na verdade a UNE foi liderada. Ela não liderou nada. Uma das matérias na nossa mídia, como foi o caso do Jornal da TV Cultura, acabou dando um destaque à UNE que não deveria:
"Liderado também pela UNE, o movimento de Brasília já reflete em outros Estados. Cerca de 28 universidades federais devem enfrentar manifestações na próxima quinta-feira para reformulações internas e pelo fim das fundações que administram recursos públicos, destinado inclusive para pesquisas nessas universidades".
Em resumo, com a União Juventude Socialista do PC do B (UJS/PC do B) na direção da UNE percebemos que:
1) A UNE virou base do Governo Federal, embora não interessado em ajudar o Governo Lula, mas em barganhar o seu apoio (embora minúsculo pois não representam parcela significativa do movimento estudantil e nem dos jovens brasileiros) em cargos, verbas, pressões para atender seus parentes etc.;
2) A UNE aliou-se à Rede Globo visando servir de canal entre a Poderosa Imprensa e o Governo Federal. Deu no que deu, pois a Rede Globo entendeu aquilo apenas como "responsabilidade social corporativa" e deu um pé na bunda da UJS/PC do B após obter os recursos;
3) O apoio da STB (empresa que emite as carteirinhas estudantis da UNE) no valor de R$600 mil ao PC do B é o claro aparelhamento da UNE pela União Juventude Socialista (UJS) do Partido Comunista do Brasil (PC do B);
4) O silêncio da UNE no caso do Renan Calheiros é o grande exemplo da desonestidade intelectual da União Juventude Socialista (UJS) do Partido Comunista do Brasil (PC do B). È troca de apoio;
5) A União Juventude Socialista (UJS) do Partido Comunista do Brasil (PC do B) apoiou o recebimento de recursos da elite conservadora do país ao PC do B, o que compromete a imagem da própria esquerda brasileira que a UJS/PC do B diz defender
É bom dizer que depois de liberado milhões de reais em recursos públicos para a UNE "reconstituir" a sua história, o que foi visto foi a Rede Globo se beneficiar dos "produtos" do projeto e dos recursos públicos. o nome do projeto é"História da U.N.E.", que é divulgado pela própria UNE e pela Fundação Roberto Marinho como "Memória do Movimento Estudantil". A análise do produto final do projeto, o livro "Memórias estudantis: da fundação da UNE aos nossos dias," (de Maria Paula de Araújo, 2007), também é imprescindível. Já havíamos feito tal análise no artigo que está aqui:
http://sejarealistapecaoimpossivel.blogspot.com/2008/05/artigo-direitos-humanos-democracia-e.html
Mas aqui repetimos. Em qualquer projeto de pesquisa, a escolha dos parceiros é importante. No caso da parceria entre UNE e Globo, que nada tinham um com o outro, muitos jovens brasileiros protestaram na PUC-SP quando da ocorrência de um seminário por lá. A direção da UNE também não consultou suas bases quando da realização da parceria com a Globo, o que gerou menção em várias teses apresentadas nos congressos da entidade após o episódio. Obviamente nunca considerados ou debatidos entre a direção da UNE e base estudantil.Um segundo aspecto, creio que a escolha das fontes é fundamental. No caso dos depoimentos, a escolha dos depoentes ocorre em função dos objetivos claros e definidos do projeto. É para se questionar que, ao se gastar tempo e recursos para entrevistar depoentes que porventura seriam importantes para a "história da UNE", o projeto tenha escolhido os ex-presidentes que estiveram recentemente na UNE: Gustavo Petta (Presidiu a entidade entre 2003 e 2007), Felipe Maia (2001-2003), Wadson Ribeiro (1999-2001), Ricardo Capelli (1997-1999), Orlando Silva Júnior (1995-1997), Fernando Gusmão (1993-1995). Ou ainda Mauro Guimarães Panzera, que foi presidente da UBES em 1990, bem como Felipe Chiarello, o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) de 1999 a 2001, que também participou de campanhas contra o corte de bolsas do Programa de Educação Tutorial, juntamente com a Coordenadora Técnica do Projeto da UNE, Angélica Muller.O mais enigmático dos entrevistados "selecionados" é Marcelo Britto da Silva, o Gavião, que foi Presidente da União Juventude Socialista (UJS) em 2007 e da UBES em anos anteriores, que garantiu mais uma vez a continuidade do PC do B na direção da UNE, pois para ele, "a UJS é uma entidade que tem uma responsabilidade para com a UNE muito grande. Tratamos a entidade com muito carinho e atenção no cotidiano do conjunto da nossa militância".Mas o que permitiu a entrada de tantos depoentes no projeto da UNE/Globo foi a sua ligação com o PC do B ou a sua União Juventude Socialista (UJS), pois nada possuem de contribuição com a reconstituição da história da UNE.Sem falar em tantos outros depoentes que tiveram pouca participação da UNE, mas que foram "eleitos" como depoentes do projeto.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Militante da UJS, Manuela sobe nas pesquisas em Porto Alegre

Militante da UJS, Manuela sobe nas pesquisas em Porto Alegre
A candidata comunista à Prefeitura de Porto Alegre, Manuela d'Ávila (PCdoB), subiu quase seis pontos percentuais na preferência dos eleitores e encostou na candidata do PT, Maria do Rosário, na segunda colocação na disputa eleitoral na capital gaúcha. Os dados são da última pesquisa Correio do Povo/Methodus, publicada nesta segunda-feira (30) pelo jornal gaúcho. Pela margem de erro, as duas candidatas estão empatadas tecnicamente. Manuela subiu de 12,8% das intenções de voto no levantamento realizado em 9 de junho para 18,3%, enquanto Maria do Rosário manteve um índice estável - ela oscilou de 20,1% para 19,6% no levantamento publicado nesta segunda. Na pesquisa espontânea, Manuela supera Rosário (4,2% contra 4,5%).
O prefeito José Fogaça (PMDB), confirmado neste domingo (29) como candidato à reeleição, caiu de 30,5% para 28,1%. A margem de erro da pesquisa é de 3,1% para mais ou para menos num intervalo de confiança de 95%. Na pesquisa espontânea, Fogaça aparece com 9,2%.
Outros dois candidatos aparecem estáveis no levantamento do Correio do Povo - Onyx Lorenzoni (DEM) tem 8,6% das intenções de voto, mesmo índice da candidata da aliança PSOL/PV, Luciana Genro. Brancos e nulos somaram 8,8% e os eleitores que não sabem em quem votar são 8,1%. O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 25 de junho e, como nas outras pesquisas, foram ouvidos 1.050 eleitores.
A candidata comunista vence as quatro simulações de segundo turno realizadas pelo jornal. Contra o atual prefeito, a diferença chegaria a oito pontos percentuais - 45,1% contra 37,7%. No caso de disputar a prefeitura com a candidata do PT, o cenário indica empate técnico com uma leve vantagem de Manuela (39,6%) sobre Rosário (38,8%).
Os índices de rejeição também não favorecem o atual prefeito, que foi citado por 31,8% dos eleitores como o candidato em que não votariam de jeito nenhum. Nesse quesito, Manuela apresentou os menores índices entre os cinco candidatos incluídos na pesquisa. Os nomes de Nelson Marchezan Júnior, candidato do PSDB, e de Paulo Rogowski (PHS), não foram incluídos no levantamento. Eles foram confirmados candidatos somente nas convenções deste domingo.
Fonte: UOL
























